Andressa Urach, 33, entrou na Justiça contra a Universal para conseguir de volta os R$ 2 milhões doados à igreja nos últimos seis anos. Ela alega que precisa do dinheiro de volta para sobreviver, porque seus recursos financeiros acabaram.

A modelo teve o pedido judicial para receber 15% do faturamento mensal da Igreja Universal negado. A decisão foi tomada pela Justiça do Rio Grande do Sul no mês passado, e corria na 13ª Vara Cível de Porto Alegre.

O processo foi protocolado em novembro de 2020, e nele Urach exigia que a Universal fosse obrigada, liminarmente, a depositar o valor de no máximo R$ 12 mil por mês para a modelo, enquanto a ação principal não fosse julgada.

Na decisão, a juíza Fernanda Carravetta Villande afirmou que “para fins de concessão da medida cautelar requerida, é necessário que haja elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo na demora da prestação jurisdicional. A medida deve ser indeferida”.

Para Villande, a modelo queria receber uma espécie de pensão. “Dessa forma, descabe a medida cautelar pretendida pela parte autora [Andressa], que consiste em espécie de ‘pensão' em valor equivalente aos seus rendimentos mensais postulada em face da parte ré [Universal].”

“Isso porque a discussão acerca da validade dos negócios jurídicos celebrados com a parte ré demanda a regular dilação probatória (aumento do prazo para produção de novas provas) e o exercício do contraditório mormente em face da ausência, inclusive, de indicação e impugnação específica de cada doação reputada nula pela parte autora”, concluiu.

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