Vacinação drive thru na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), zona norte do Rio. A cidade do Rio de Janeiro retoma hoje (25) sua campanha de aplicação da primeira dose da vacina contra a covid-19 em idosos da população em geral. Hoje serão vacinados os idosos com 82 anos.

Um grupo de pesquisadores de cinco instituições federais aponta que pode haver registros de quase 700 pessoas vacinadas três vezes contra a Covid-19 no Pará; 130 destes casos teriam ocorrido em Belém.

O levantamento é feito por pesquisadores do grupo de pesquisa ModCovid19, utilizando dados do sistema Open DataSUS, onde são armazenadas informações como gênero e idade das pessoas imunizadas e quais vacinas foram aplicadas.

Ainda de acordo com os pesquisadores, ainda não há como saber exatamente o que ocorreu, mas pode ter sido um erro no lançamento de informações no sistema ou algumas pessoas podem, realmente, por conta própria, ter tomado as três doses da vacina.

Os tipos de vacinas tomadas também chama a atenção dos pesquisadores. Das cem milhões de aplicações feitas no país, cerca de 90 mil seriam irregulares.

O infectologista Lourival Marsola acredita que o número de irregularidades, em relação à aplicação das vacinas, pode ser ainda maior.

Em Belém, a aplicação da primeira dose está suspensa há quatro dias para o público geral. A prefeitura diz que aguarda a chegada de novas doses.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) de Belém diz que vai investigar se houve erro no sistema de registro e que “se for confirmado, será atualizado e os dados corrigidos”.

Ainda segundo a nota, “o Ministério da Saúde reconhece que erros nos sistemas de registro podem ocorrer, e por conta disso, constantemente abre a plataforma para correções”.

Já a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) afirma que “o cadastro de informações sobre vacinação é uma responsabilidade dos municípios no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações que é gerenciado pelo Ministério da Saúde”.

De acordo com a Sespa, as inconsistências são monitoradas, no entanto, a secretaria não possui acesso para edição dos dados. “Esses erros podem ser fruto do cadastramento incorreto por parte dos municípios ou por erros no sistema do MS, cabendo a essas partes ajustarem essas inconsistências”.

A Sespa disse, também, que “já criou um painel interno para checagem dessas inconsistências e tem notificado os municípios, mas reitera que o fato só pode ser esclarecido pelo município ou Ministério da Saúde”.

O MS não havia enviado posicionamento até a última atualização da reportagem.

Por G1/PA

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