Helder Barbalho, do MDB, alcançou 70,15% dos votos válidos e foi reeleito neste domingo (2) governador do estado do Pará no primeiro turno.

Ele derrotou nas urnas outros sete candidatos com quem disputou as eleições. O resultado só foi confirmado com 82,74% das urnas apuradas, por volta das 20h20.

Como Helder Barbalho superou 50% dos votos válidos, foi reeleito diretamente, sem a necessidade do segundo turno. Seu principal concorrente, Zequinha Marinho (PL) registrou 27,35% dos votos válidos.

“A palavra é ‘gratidão’. Obrigada a você, que acreditou nas nossas propostas. A você que confiou e, acima de tudo, a você que sabe que o Pará está no rumo certo e que, tudo aquilo que fizemos, vamos melhorar cada vez mais. Essa gratidão eu tenho que devolver com muito trabalho. Eu irei me empenhar cada vez mais para gente fazer o melhor governo da história do Pará”, ele anunciou pelas redes sociais.

Helder Barbalho (MDB) após votação na Escola Estadual Dom Alberto Galdêncio Ramos, em Ananindeua, região metropolitana de Belém. — Foto: Divulgação

Helder Barbalho (MDB) após votação na Escola Estadual Dom Alberto Galdêncio Ramos, em Ananindeua, região metropolitana de Belém. — Foto: Divulgação

Helder Barbalho tem 43 anos. Ele nasceu na capital Belém, no dia 18 de maio de 1979, filho de Jader Barbalho e Elcione Barbalho, ambos políticos pelo MDB. Formou-se em administração pela Universidade da Amazônia (Unama).

Helder estreou na política como vereador de Ananindeua, região metropolitana de Belém, em 2000. Dois anos depois, em 2002, elegeu-se deputado estadual. Nas eleições de 2004, foi eleito prefeito de Ananindeua. Em 2008, foi reeleito com 50% dos votos. Em 2014, candidatou-se ao cargo de governador do Pará, mas foi derrotado por Simão Jatene (PSD). Em 2018 pleiteou ao cargo de governador novamente, quando conseguiu se eleger ao derrotar Márcio Miranda (PSDB).

Em dezembro de 2014, durante o segundo mandato da então presidente Dilma Rousseff (PT), Helder foi ministro da Pesca e Agricultura. Após a extinção do Ministério da Pesca, por meio da reforma ministerial, ele assumiu como ministro-chefe da Secretaria Nacional dos Portos. Helder pediu demissão da secretaria em 20 de abril de 2016. Em seguida, foi nomeado ministro da Integração Nacional pelo presidente Michel Temer (MDB).

Em 2017, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito sobre o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB-PA). Ele é suspeito de receber R$ 1,5 milhão não contabilizado durante sua campanha ao governo do Pará em 2014. O senador Paulo Rocha (PT) também é citado no mesmo inquérito.

As últimas pesquisas mostravam a vantagem de Helder Barbalho sobre os demais candidatos. No levantamento de intenção de voto divulgado no dia 2 de setembro, Helder obteve 77% dos votos válidos; Zequinha Marinho, 15%. Na pesquisa do dia 24 de setembro, Helder obteve 77% dos votos válidos, e Zequinha Marinho, 18%. Na terceira e última pesquisa antes do primeiro turno, no dia 30 de setembro, Helder apresentou 76% dos votos válidos, e Zequinha Marinho, 19%.

Por G1

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