A influência da mídia televisiva não é novidade para ninguém

Não por acaso, a campanha de Zenaldo Coutinho, para prefeito de Belém, foi confiada a Orly Bezerra (foto, acima, com o nefasto Dudu), o marketeiro da tucanalha, protagonista e beneficiário do colossal estelionato eleitoral que marcou os 12 anos de sucessivos governos no Pará. Exibindo a profundidade intelectual de um livro de auto-ajuda, mas exímio na arte da balela midiática, ao monopolizar a fatia do leão da publicidade do governo estadual, entre 1995 e 2006, ele tornou-se um novo-rico. Orly Bezerrateve como parceiro de tramóias o grupo de comunicação da família Maiorana, no qual se destacam a TV Liberal, afiliada da TV Globo, e O Liberal, o jornal que é o segundo em vendagem no Pará. De 1995 a 2006, as ORM, Organizações Romulo Maiorana, foram escandalosamente privilegiadas na partilha das verbas publicitárias.

        É dessa época o contrato – travestido de convênio para driblar a exigência de concorrência pública – entre a Funtelpa, a Fundação de Telecomunicações do Pará, e a TV Liberal. Pelo simulacro de convênio, celebrado em 1996 pelo então governador Almir Gabriel, a Funtelpa simplesmente pagava um aluguel mensal para a TV Liberal utilizar suas 78 repetidoras e, assim, levar sua programação para o interior do Estado. O “convênio” firmado entre a Funtelpa e a TV Liberal, celebrado ainda no primeiro mandato de Almir Gabriel como governador, rendeu aos cofres da emissora R$ 37 milhões ao longo de 10 anos, em valores ainda por atualizar. O último pagamento foi de R$ 467 mil. Diante da ruptura do simulacro de convênio, pelo governo da petista Ana Júlia Carepa, os irmãos Maiorana ingressaram na Justiça com uma ação reivindicando uma indenização de mais de R$ 3 milhões, a pretexto de suposta “manutenção” feita nas repetidoras da Funtelpa.
        Diante de todo esse imbróglio, Zenaldo Coutinho, sempre tão cioso de sua probidade e da exigência da austeridade por parte do gestor público, assistiu silente. Sem emitir um ai, sequer, diante da repulsiva lambança da tucanalha.
        Detalhe sórdido: em um dos seus derradeiros atos, ao fim de seu primeiro mandato, que se estendeu de 2003 a 2006, Simão Jatene renovou o repulsivo “convênio”, coadjuvado pelo então presidente da Funtelpa, Ney Messias, hoje secretário estadual de Comunicação. A lambança foi tornada sem efeito pela petista Ana Júlia Carepa, tão logo empossada como a primeira governadora eleita pelo voto direto da história do Pará.
Postado originalmente no Blog do Baraata com o título “ELEIÇÕES – As tramóias da tucanalha”
Augusto Barata via Blog do Barata
Comentários
  1. Trabalho no hospital Ophir LOyola e até hoje ainda não recebemos nossa G.D.I.sendo que em outubro do ano passado recebemos parcelado de duas vêzes e a segunda parcela só recebemos por que os médicos reclamaram. O hospital de Clínicas já recebeu. Creio que merecemos pelo menos uma explicação. Gostaria de saber porque a nossa G.D.I. (nível médio) é menor que a do H.C. em R$ 400,00 se temos mais procedimentos de alta complexidade e até capitação com transplante.A explicação que nos dão é que não produzimos o suficiente, como, se trabalhamos noite e dia?

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