Um homem de 43 anos suspeito de torturar e abusar das filhas adolescentes, preso em 1° de dezembro de 2020, volta a ser noticia em Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira (31).

A ‘volta’ ao noticiário policial é porque também se confirmou que ele já agia de maneira violenta e criminosa contra um primeiro filho, quando criança, hoje adolescente. O ‘pai’ preso a seis meses, é acusado de estuprar filhas em um assentamento do município de Selvíria, a 400 km de Campo Grande.

O  homem, também cometeu os mesmos crimes contra terceiro filho. Ou até seria o primeiro filho vitima, que é fruto do primeiro relacionamento, segundo informou a polícia.

Conforme a PC-MS (Polícia Civl de MS), o rapaz filho, foi quem procurou a polícia para fazer o relato, quase seis meses após o pai ser preso por causa das filhas do então atual relacionamento. A mulher dele também foi presa acusada de ter sido conivente. Juntos, eles possuem quatro filhos: duas meninas, de 11 e 14 anos; e dois meninos, de 4 e 17 anos.

A revelação do filho, que se tornou publica nesta segunda-feira (31), é que ele procurou a delegacia para relatar abusos sofridos quando criança. “Assim, nós instauramos novo inquérito com a presença deste filho na delegacia. Ele ressaltou que, quando criança, foi abusado pelo pai e, inclusive, este foi o motivo da mãe dele ter rompido o casamento. Isso ocorreu quando ele morava em Paranaíba e ela teria percebido esse comportamento duvidoso por parte do pai e, então, o afastou do convívio da criança”, contou a delegada Nelly Gomes, responsável por investigações.

O rapaz, quando criança foi violentado, mas voltou ao pai, que tentou abusar novamente

Aos nossos pensamentos, uma vitima deveria fugir de seu algoz, mas quando criança, talvez nem saiba o que aconteceu e acaba voltando para ser novamente violentada. Foi o que aconteceu com o rapaz, quando criança foi violentado, mas voltou ao pai, que tentou abusar novamente, conforme seu depoimento atual a PC-MS.

De acordo com a delegada, o filho pediu a mãe para voltar a morar com o pai quando entrou na adolescência. Ela mesmo sabendo do histórico, também não impediu, e a época que voltou, o pai tentou cometer os abusos novamente, mas ele já entendendo ou relembrando de fatos, saiu da casa. “O menino disse que percebeu o mesmo comportamento por parte dele e então foi embora. Ele não teve mais notícias do pai e depois ficou sabendo da prisão dele e da atual mulher, quando veio na delegacia fazer a denúncia”, explicou Nelly Gomes.

Com o relato do filho do antigo relacionamento, o homem teve mais um indiciamento por estupro de vulnerável. “O menino também denunciou maus-tratos e até tortura”, disse a delegada.

O caso inicial

Os abusos começaram a ser investigados quando o filho mais velho do casal preso fez a denúncia, em dezembro de 2020. O adolescente de 17 anos, do casal do segundo relacionamento, que disse ter sido vítima de agressões físicas por parte do pai, pegou o celular emprestado de um amigo para denunciar o crime ao Conselho Tutelar.

Conforme a polícia, o local onde ele residia possuía somente “alguns pontos com internet”. Sabendo disso, ele pegou o telefone de um amigo e conseguiu o WhatsApp do Conselho Tutelar para mandar uma mensagem com a denúncia.

Quando o órgão teve conhecimento do caso, a informação era apenas de agressões físicas, já que o garoto falou que “levava cintadas” frequentemente por parte do pai. No entanto, ao fazer buscas no assentamento, a investigação apontou que as irmãs do adolescente, de 11 e 14 anos, também sofriam abusos sexuais. E a mãe, mesmo sabendo, não denunciou nem pediu ajuda.

Os mandados de prisões contra os suspeitos foram cumpridos no dia 1° de dezembro de 2020. No depoimento especial, a menina de 14 anos relatou que era vítima de abusos sexuais cometidos pelo pai desde os 11 anos de idade. Ela passou por exame de corpo de delito que confirmou a suspeita.

A mãe das vítimas, mesmo sabendo de “todos os anos de abusos físicos e psicológicos”, segundo a polícia, “nunca denunciou nem pediu ajuda para evitar os crimes”. O pai e a mãe tiveram a prisão preventiva concedida por estupro de vulnerável e maus-tratos.

Conforme a polícia, o homem vai responder pelos crimes de estupro, maus-tratos e coação no curso do processo, já que tentou convencer a esposa a mudar a versão e não incriminá-lo.

Já a mãe, de 36 anos, deve responder por participação nos crimes de estupro e maus-tratos.

Informações de Ecos da Notícia

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