Na última quarta-feira um homem foi preso em flagrante por estupro de vulnerável na zona rural de Bragança, nordeste do estado. De acordo com a Polícia Civil, o acusado era “casado” com uma menina de 11 de anos de idade.

Após receber uma denuncia informando que a criança convivia com o pedófilo há dois meses, uma equipe policial foi até o local informado e prendeu o acusado, que acabou confessando o crime. Ele não teve a identidade e nem a idade revelada pelas autoridades policiais.

A criança confirmou a acusação para a equipe policial, em seguida foi conduzida para as autoridades competentes de proteção à criança e ao adolescente.  O acusado foi encaminhado para a unidade policial, onde está a disposição da justiça.

Titular da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher, Criança e Adolescente de Bragança, a delegada Luciana Tunes explica que o abuso sexual em formato de “casamento” entre homens mais velhos e crianças é muito comum no interior do Pará, principalmente nas zonas rurais. 

“Anda é culturalmente aceito nestas localidades este tipo de violência. São povoados e vilas distantes dos centros urbanos e dos poderes públicos, prevalecendo o desconhecimento dos direitos das crianças e dos adolescentes. Meninas de 10 a 12 anos de idade são vistas como mulheres, com responsabilidades sobre o lar e os irmãos mais novos, ocasionando com isso a perda da infância de forma precoce. Tais fatores geram um ambiente propício para a ocorrência de crimes como este. A vítima acaba se ‘apaixonando’ pelo agressor e desejando estar perto dele”, explica.

Os agressores se aproveitam da situação de vulnerabilidade e carência das famílias, para atrair a vítima, oferecendo alimentos, brinquedos e vestimentas, possibilitando o desenvolvimento de uma relação de afeto e dependência econômica.

A pena pelo crime de estupro de vulnerável é de oito a quinze anos de prisão.

Qualquer pessoa pode e deve noticiar às autoridades competentes casos de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. É possível denunciar de forma anônima, por meio do Disque-Denúncia (181) ou presencialmente nas delegacias de polícia ou no Conselho Tutelar do município.

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