“Foi um crime bárbaro e cruel”. A declaração ao lado é da sobrinha de Maria Trindade da Silva Costa, de 69 anos, líder da comunidade quilombola Santana do Baixo Moju, encontrada morta no final da noite do último sábado (24). O corpo da senhora está sendo velado na manhã desta segunda-feira (26) na igreja da comunidade. O enterro está previsto para o final da manhã de hoje.
“Tiraram sua vida da forma mais cruel possível. Alguém que não fazia mal a ninguém, ajudava a todos, era muito querida e amada, agora só nos resta a saudade.”, disse Sheila Oliveira, sobrinha da vítima. Famílias e amigos da vítima estão revoltados com o caso e pedem justiça.
O caso
O corpo de Maria Trindade da Silva Costa, de 69 anos, líder da comunidade quilombola Santana do Baixo Moju, nordeste paraense, foi encontrado no final da noite de sábado (24). Maria havia sumido na tarde da última sexta-feira (23), quando saiu para visitar amigos na comunidade quilombola. O corpo da dela foi encontrado enterrado próximo à margem do rio Moju, em uma área da zona rural.
Segundo informações dos familiares, o corpo de Maria tinha os punhos e o tórax quebrados. A vítima também estava com as roupas rasgadas e o corpo tinha sinais de violência sexual. Maria havia saído de casa para encontrar amigos da comunidade na tarde da última sexta-feira (23). Foi quando os parentes e vizinhos próximos sentiram a falta dela. Os moradores do local começaram a fazer buscas e no final da noite encontraram o corpo da líder comunitária no sábado. A Polícia Militar foi acionada e coletou algumas informações preliminares.
Investigações
A Polícia Civil informou em nota que já ouviu cinco depoimentos de pessoas ligadas à vítima. Até o momento, nenhuma pessoa ouvida relata ter tomado conhecimento se a vítima denunciou ter sofrido algum tipo de ameaça. As suspeitas são de que ela tenha sido assassinada. As investigações são presididas pelo delegado José Alexandre de Lima, da Delegacia de Moju, com apoio de policiais civis da Superintendência Regional do Baixo-Tocantins.
