Uma mãe de 26 anos, de um casal de gêmeos, recém nascidos e prematuros internados no Hospital Santa Luisa de Marillac, no município de Cametá, região nordeste do Pará, pede agilidade na transferência das crianças para uma unidade de saúde referenciada na capital. Segundo ela, a menina, apresenta um problema no pulmão, e a médica que fez o parto encaminhou as crianças para Belém, mas não existem leitos disponíveis.  

Iraneide Xavier deu entrada no hospital no sábado, 7 de novembro. O parto foi uma cesariana. Os bebês foram encaminhados para a incubadora. A mãe relata que a médica solicitou a transferência de ambos, mas o quadro da menina é mais preocupante em razão do cansaço e da fragilidade do sistema respiratório.

Além da preocupação com o quadro de saúde da criança, que também apresenta icterícia, Iraneide está apreensiva com o status do encaminhamento. Nele, o estado de saúde do bebê é repassado como “estável”, “quando, na verdade, por se tratar de uma criança recém nascida e prematura deveria ser tratado como urgência”, diz a mãe.

Em Cametá, algumas pessoas da comunidade se mobilizaram para agilizar um transporte até capital, porém os pais, de origem humilde e sem condições financeiras, moradores da Ilha de Coroata, zona rural do município, tem receio de se deslocarem com as crianças, sem a certeza dos leitos. “Eu estou com 15 pontos da cirurgia e está sendo muito difícil essa situação”, lamenta a mãe.

Segundo a mãe, as crianças estão cadastradas no Sistema de Regulação do SUS há cinco dias, mas não há resposta sobre a disponibilidade de leitos em nenhum dos hospitais públicos de referência materno infantil na capital.

A reportagem do Portal Roma News entrou em contato com a direção do Hospital Santa Luisa de Marillac, e aguarda resposta. 

Roma News

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