Às 2 horas da madrugada desta segunda-feira (15), a primeira língua da ponte sobre o Rio Moju foi retirada
Às 2 horas da madrugada desta segunda-feira (15), a primeira língua da ponte sobre o Rio Moju foi retirada
Às 2 horas da madrugada desta segunda-feira (15), a primeira língua da ponte sobre o Rio Moju foi retirada

Às 2 horas da madrugada desta segunda-feira (15), a primeira língua da ponte sobre o Rio Moju foi retirada, após uma operação longa e cautelosa. A descida foi iniciada às 13h da sexta-feira, 12, mas o mecanismo precisava ser interrompido em alguns momentos para que a equipe envolvida pudesse executar cortes na peça.

De acordo com Leão Sodré, engenheiro da Paulitec, empresa responsável pela obra, a demora se deu pela dificuldade de execução de alguns processos. “Hoje correu tudo exatamente como previsto, o imprevisto foi a dificuldade na retirada dos pinos. Esperávamos que eles saíssem facilmente depois que as peças que os contêm saíssem da carga e não foi assim. Isso dificultou a tarefa final. Como os pinos não saíram precisamos serrá-los e assim o tempo de produção aumentou”, explica.

Agora que está em cima da balsa, a estrutura será fatiada em peças e um guindaste vai passar cada uma para uma carreta
Agora que está em cima da balsa, a estrutura será fatiada em peças e um guindaste vai passar cada uma para uma carreta

A peça retirada foi, parte por parte, desligada da estrutura maior da ponte. Ela estava presa por cabos de aço do A-Frame, equipamento desenvolvido especialmente para realizar o corte e a remoção da peça. O nivelamento da língua foi concluído por volta de 0h40, quando a mesma se estabilizou em um ângulo reto. Após atingir esse estágio, a peça foi baixada pelo A-Frame, até ser depositada em uma balsa, às 2h. O processo é lento, a cada hora a língua de 190 toneladas descia aproximadamente seis metros.

“Agora que está em cima da balsa, ela será fatiada em peças de quatro por quatro metros e um guindaste vai passar cada uma dessas peças para uma carreta, que então vai levá-las para o local de demolição. Usando um equipamento que já esta aqui fazemos a demolição em alta velocidade”, revela o engenheiro.

Após a retirada dos escombros pendurados, começa a remoção da parte comprometida da ponte. “Assim que concluirmos os desmontes dessas duas estruturas vamos iniciar os trabalhos com os trechos que aparentemente estão intocados, mas na verdade foram comprometidos pelo impacto e também precisam ser removidos. Depois de tudo retirado, começamos a montar, um processo bem mais rápido. A estrutura mista, metálica e de concreto, já está sendo fabricada para a construção da ponte”, afirma o secretário de Estado de Transportes, Kleber Menezes.

 

Agência Pará

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