Quase 20% da energia é desviada no Pará
(foto: Keila Ferreira/ORM News)
(foto: Keila Ferreira/ORM News)
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De toda a energia elétrica disponível para atender o território paraense, 19% é furtada, e isso se reflete no bolso do consumidor. A Celpa afirma que se fossem erradicas as ligações clandestinas, os chamados “gatos”, ou as fraudes nos medidores, seria possível reduzir o valor da conta de energia elétrica em aproximadamente 10%. Por ano, a empresa compra de seus fornecedores mais de 11TWh (Terawatt-hora) de energia elétrica, sendo que 29% são perdidos – 10% por causas técnicas, que a empresa afirma serem inevitáveis, e 19% por furto. “A gente classifica todo tipo de furto, seja ele do cliente clandestino, que não possui qualquer vínculo com a Celpa e aí faz uma ligação à revelia; das áreas de gambiarra, como invasões, que o pessoa faz uma ligação clandestina e transmite energia pra lá também; ou furto do nosso próprio cliente, regularizado, mas que opta por fazer uma fraude no medidor ou ligação direta na rede”, afirmou o executivo de controle e metrologia da Celpa, Carlos Alberto Oliveira Júnior.




Somente no ano passado, mais de 200 mil situações de fraudes envolvendo clientes foram identificadas e a situação regularizada, metade delas em Belém. “A grande maioria dos nossos consumidores é honesta. Nós temos 2,3 milhões de consumidores”, enfatiza. Nos casos de irregularidades cometidas por clientes, é aplicada a Resolução Normativa nº 414. “Quando é encontrada situação de irregularidade, a gente registra aquela situação, é preenchido um termo de ocorrência que depois vai para o nosso sistema comercial. Depois que é registrado no sistema, a gente vai calcular a energia que a Celpa deixou de arrecadar por conta daquela situação. Então, pode ou não haver uma cobrança. Se a gente não perdeu ou perdeu valor irrisório, o processo é encerrado. A Celpa cobra aquele valor retroativo que deixou de ser arrecadado por conta do furto de energia”, explica Carlos Alberto.

 

Via ORM News