(Foto: divulgação)
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A empresa Paulitec Construções já iniciou os procedimentos para a conclusão das obras na ponte sobre o rio Moju, na Perna Sul da Alça Viária.  A previsão da Secretaria de Estado de Transportes (Setran), que assinou a ordem de serviço para a empresa paulistana, estima que todo o trabalho seja concluído até dezembro deste ano. Todos os procedimentos de segurança já foram feitos para que as obras sigam. O contrato tem valor total de R$ 37.849.567,86.

Na madrugada de  24 de março uma balsa a serviço da empresa Agropalma colidiu com um dos pilares de sustentação da ponte destruindo cerca de 80 a 100 metros da mesma.

“Tudo está dentro do cronograma. Agora o que será feito é retirar o pilar submerso, remoção das línguas de concreto e depois colocar as estacas para iniciar a reconstrução e pavimentação. O prazo deverá ser cumprido”, afirmou o titular da Setran, Eduardo Carneiro.

O engenheiro Jorge Andrade, responsável pelas obras, explica que a segunda parte do projeto é resultado dos avanços obtidos na etapa anterior. “No projeto inicial, conseguimos implantar os dois pilares sustentáveis e dar mais suporte à ponte. Sem essas estruturas metálicas erguidas nos dois lados da obra, não tínhamos como retirar os escombros e iniciar a segunda fase do projeto”.

Na segunda etapa, a empresa vai reconstruir os módulos cinco e seis da ponte. Para isso serão cravadas “camisas” metálicas e feito o preparo e lançamento do concreto submerso. Essa etapa compreende os serviços de execução do pilar 14; vigamento e estrutura metálica; reconstituição do tabuleiro constando de pré-lage e lançamento de concreto.

As obras estão sendo conduzidas com a consultoria do engenheiro Paulo Barroso e a reconstrução terá apoio da empresa Enpro, que fez a construção original. Mas como a estrutura já é antiga, quaisquer outros danos já serão consertados. “A ponte, ao todo, tem cerca de 800 a 850 metros de extensão. O dano foi causado no pilar P14, causando um colapso de 72 metros, somando as duas línguas, cada uma com 36 metros de comprimentos e cerca de 190 toneladas. Mas ao todo temos 240 metros [entre os vãos 12 e 17] comprometidos e que precisam do escoramento para demolirmos, recuperarmos e reconstruirmos a ponte”, explicou.

A operação gratuita das balsas deve custar cerca de R$ 12 milhões por um ano de serviço total, numa estimativa ainda informal. O serviço está sendo feito desde o dia 25 de março deste ano, dia seguinte após o acidente.

Além dessas obras, a Setran deverá instalar quatro balanças para controle do peso de caminhões até o final do mês. O ideal para manter a integridade do asfalto é que cada veículo de carga não ultrapasse 8,2 toneladas por eixo, mas há carretas que levam até 22 toneladas por eixo, como explica o diretor de Transportes Terrestres, Osmar Sampaio. Uma balança ficará no início da Alça Viária; duas na PA-150, sendo uma 20 km depois de Moju e outra perto de Abaetetuba; e outra na Perna Sul, que já tem 48 pontos críticos detectados pelo sobrepeso de carretas. Sampaio lembra que o excesso de peso danificou uma das balsas de travessia do rio Moju por pesar mais de 100 toneladas.

 

 

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