Policial é absolvido após ser acusado de matar jovem durante briga em saída de festa em Icoaraci
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O cabo da Polícia Militar Glauber Fernando da Silva, de 38 anos, acusado de homicídio qualificado praticado contra Paulo Sérgio dos Santos das Mercês, 26 anos, foi absolvido na noite da última quinta-feira (10), em julgamento no 4º Tribunal do Júri de Belém, presidido pelo juiz Claudio Henrique Rendeiro. O crime ocorreu na madrugada do dia 18 de fevereiro de 2015, na frente de uma casa de shows na rua 15 de Agosto, bairro Ponta Grossa, em Icoaraci, durante uma briga.

Testemunhas relataram que Paulo Sérgio, que era administrador e garçom de uma pousada em Cotijuba, de propriedade do tio, estava acompanhado de sua mulher e mais um casal de parentes que se divertiam na festa de carnaval.

O PM estava acompanhado de sua mulher, um cunhado e a companheira deste último, que namorou com Paulo Sèrgio. Em dado momento, a ex-namorada foi à mesa da vítima para cumprimentar familiares dele, sendo confrontada pela esposa de Paulo, iniciando uma briga que culminou com a mulher sendo agredida pelo policial militar Glauber Fernando. A briga evoluiu e foi contida por seguranças da festa, que retiraram todos do salão. Lá fora, o tiro que matou Paulo foi disparado.

No interrogatório, o cabo Glauber confessou que o tiro foi de sua arma, uma pistola calibre .40, alegando que “o disparo foi acidental”. O cabo alegou que quando o tiro foi disparado, estava sendo agredido por várias pessoas, supostamente conhecidas da vítima, que tentaram tomar sua arma.

No momento em que tentava impedi-las, houve o disparado. Mesmo socorrido por familiares e levado para um posto de pronto atendimento, ele não resistiu aos ferimentos.

A sessão começou de volta das 9h, com depoimentos de quatro testemunhas da promotoria do júri – entre elas, a viúva da vítima, uma prima, um amigo da prima e uma investigadora da Policia Civil. Em defesa do acusado, compareceram três testemunhas, entre elas, a ex-namorada dele, mulher que estava envolvida no confronto.

O promotor do júri Alexandre Manoel sustentou a acusação em desfavor do policial de ter praticado homicídio qualificado por motivo fútil. Ao se manifestar o promotor destacou o laudo pericial descrevendo a trajetória da bala, conforme destacou o promotor, foi de cima para baixo e a distância e não em suposto confronto pela posse da arma, com o policial alegava na sua auto defesa.

O advogado Jânio Siqueira, que promoveu a defesa do réu, sustentou tese absolutória de que o réu agiu em legitima defesa, e que o tiro foi acidental. Foi essa a tese acatada pelos jurados, que votaram pela absolvição do militar.

Fonte: O Liberal