A Polícia Federal iniciou no mês passado a Operação Guaraci, com o objetivo de reprimir a atividade de extração ilegal de ouro e manganês na faixa de servidão da Linha de Transmissão LT CC 800KV Xingu/Estreito e instalações associadas no Pará. A operação segue em andamento ao longo dos próximos dias.

A atividade ilícita investigada possuía elevado risco de comprometimento da regularidade e distribuição e fornecimento de energia elétrica no país, pois a Linha de Transmissão Xingu/Estreito escoa energia elétrica gerada na Usina de Belo Monte aos grandes centros de consumo de energia do país.

A estrutura foi construída pela BMTE – Belo Monte Transmissora de Energia e se estende desde o município de Anapu/PA até Estreito/MG, passando pelos estados do Pará, Tocantins, Goiás e Minas Gerais.

Na base de cada torre da linha de transmissão de energia há uma área de servidão de 50m em cada direção a partir do centro da estrutura e serve para garantir a segurança e a estabilidades das torres. Contudo, a atividade de mineração ilegal esteve constantemente avançando na região, principalmente dentro da área de segurança, o que poderia ocasionar a interrupção de fornecimento de energia elétrica a grandes centros urbanos.

Diante da situação, a Polícia Federal está cumprindo 15 (quinze) mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pela Justiça Federal de Marabá.

Se confirmada as hipóteses criminais, os envolvidos podem ser responsabilizados pelos crimes contra a Ordem Econômica.

A Operação contou com o apoio de diversos órgãos públicos, sendo eles a Agência Nacional de Mineração (ANM), IBAMA, Força Nacional, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Federal (PF).

Para a deflagração da ação policial, houve o emprego de 65 (sessenta e cinco) policiais federais, 24 (vinte e quatro) policiais rodoviários federais, 30 (trinta) policiais da Força Nacional, 3 (três) servidores da ANM, 5 (cinco) servidores do IBAMA, além de terem sido utilizados 36 (trinta e seis) viaturas e 3 (três) helicópteros.

Cabe destacar que além do apoio de todos os órgãos, a Operação contou com a participação do Conselho Nacional da Amazônia Legal, que atuou como facilitador entre as agências envolvidas.

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