A Polícia Federal de Santarém, oeste do Pará, deflagrou na manhã desta sexta-feira (09), a Operação “Ouro Frio”, fruto de inquéritos que investigam não apenas garimpos clandestinos, mas também o processo de esquentamento de ouro, que visa dar uma aparência de legalidade a ouro extraído de forma irregular.

A ação está no contexto da Operação Verde Brasil 2, assim sendo, um conjunto de atividades estruturadas focadas na proteção e preservação da Amazônia e demais biomas e conta com apoio das Forças Armadas (Exército, Marinha e Força Aérea do Brasil).

O Comando Conjunto Norte (CCN), constituído pelo Comando Militar do Norte (CMN), pelo Comando do 4º Distrito Naval e pela ALA 9, deu apoio logístico no transporte dos policiais que se deslocaram para os municípios de Santarém/PA e Itaituba/PA.

A PF mobilizou mais de 30 policias, entre Agentes, Escrivães e Delegados, das delegacias de Santarém/PA, Altamira/PA e da Superintendência da PF no Pará em Belém, e cumpre 08 mandados de Busca e Apreensão e sequestro de bens, nos municípios de Santarém/PA e Itaituba/PA.

Com a deflagração da operação estima-se o bloqueio de 14 milhões de reais, que é o valor calculado de bens usurpados da União, além de significativo avanço no combate ao que se aponta como esquentamento de ouro.

Importante destacar também que o garimpo ilegal causa problemas de ordem ambiental, como mostra o laudo pericial produzido pela Polícia Federal em 2018, no âmbito de outra Operação, no qual restou demonstrado que a atividade de mineração ilegal acarreta graves problemas de poluição em rios da Amazônia.

Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu ma quantidade não divulgada de ouro e prata.

Ouro e prata apreendida pela Polícia Federal

A expressão “Ouro Frio” faz referência a ouro de origem clandestina, sem documentação legal, sendo que no curso da investigação foram descobertas tentativas de “esquentamento” do mineral ilícito.

Por Ascom/PF

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