Depois de subir 38% em 2013 (2.346 km²), a taxa estimada de derrubada da floresta em 2014 diminuiu 22% (1.829 km²).
Depois de subir 38% em 2013 (2.346 km²), a taxa estimada de derrubada da floresta em 2014 diminuiu 22% (1.829 km²).
Depois de subir 38% em 2013 (2.346 km²), a taxa estimada de derrubada da floresta em 2014 diminuiu 22% (1.829 km²).

O desmatamento no Pará voltou a diminuir este ano, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Ministério do Meio Ambiente. Depois de subir 38% em 2013 (2.346 km²), a taxa estimada de derrubada da floresta em 2014 diminuiu 22% (1.829 km²). De acordo com o Sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a redução foi maior que a média da Amazônia, onde a taxa de redução foi de 18% (4.848 km²) em relação ao calendário do desmatamento de 2013, no qual foram contabilizados 5.891 km² de desflorestamento no bioma. Os dados divulgados representam o segundo menor registro da série histórica desde 1988, perdendo apenas para 2012.

Apesar de ser o Estado que apresentou o maior percentual de desmatamento no calendário de 2014 (agosto de 2013 a julho de 2014), o Pará foi o responsável por 50% de toda a redução na Amazônia. Ao longo dos últimos três anos tem diminuído a participação do Pará no total do desmatamento da região. Em 2012, o Estado foi responsável por 47%; em 2013 o percentual foi de 40%, e neste ano ficou em 38%.

Diante dos dados divulgados, o Pará se destaca entre os Estados da Amazônia com uma das maiores reduções no desmatamento, principalmente quando considerado o período 2011-2014, quando o governo estadual implantou o Programa Municípios Verdes (PMV), que trabalha em parceria com os municípios, produtores rurais, ONGs e órgãos públicos em geral, promovendo pactos contra o desmatamento e pela ampliação do Cadastro Ambiental Rural.

Desde o lançamento do PMV, em 2011, o Pará reduziu 39% do desmatamento (de 3.008 km² para 1.829 km²), enquanto a redução média na Amazônia foi de 24% (de 6.418 km² para 4.848 km²).

Inovação – “Com o Programa Municípios Verdes, além de fortalecer o CAR, que cresceu 500% nos últimos anos, aprimoramos as ferramentas de controle e também de incentivos. Na área do controle, a Lista de Desmatamento Ilegal é o exemplo mais recente de inovação. Na área de incentivo, o ICMS Verde se destaca como um grande benefício para os municípios, repassando neste ano cerca de R$ 40 milhões para as prefeituras”, destaca Justiniano Netto, coordenador do Programa Municípios Verdes.

O secretário José Alberto Colares, titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), também enfatiza a importância do trabalho de fiscalização em campo e da gestão compartilhada com os municípios. “Atualmente, temos cerca de 70 municípios habilitados para a gestão ambiental. Muitos deles recebem da Sema um boletim mensal de monitoramento do desmatamento, vão a campo e ajudam na fiscalização. Além disso, nossas equipes participam da fiscalização em campo, muitas vezes em cooperação com o Ibama”, informa José Alberto Colares. “Existe um esforço comum e articulado, que cada vez mais apresenta resultados no combate ao desmatamento”, conclui.

 

Agência Pará

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