Uma equipe de reportagem da TV Liberal, em Belém, registrou um boletim de ocorrência contra o presidente de uma igreja Assembleia de Deus, sob a acusação de cárcere privado e ameaça. De acordo com o registro, os jornalistas foram trancados em um templo da congregação e impedidos de sair, além de serem ameaçados.

A equipe entrou no prédio, localizado no bairro Curió Utinga, por volta das 18h, para fazer uma reportagem sobre os estragos causados pela chuva que caiu sob a cidade na tarde de ontem, 17. A ventania destelhou o templo e as telhas caíram em cima de quatro residências na vizinhança, fato informado pela Defesa Civil, que prestava assistência aos moradores locais.

Os jornalistas pediram permissão a uma pessoa que se identificou como obreiro e entraram no prédio, porém em seguida, um homem, que se intitulou presidente da igreja e pastor disse que a equipe não poderia mais sair dali até que a polícia chegasse no local. De acordo com o registro policial, os profissionais foram impedidos de sair do prédio e sofreram ameaças, por parte do suposto pastor, alegando “que se a matéria fosse ao ar iria matar o cinegrafista”. Ele também segurava a repórter pelo ombro e tentava retirar a equipamento de filmagem do cinegrafista.

A equipe argumentou que se tratava de cárcere privado, porém, a situação perdurou até o momento em que o cinegrafista conseguiu fugir e pediu ajuda a um vizinho. Moradores se reuniram em frente a igreja e pressionaram o suposto pastor para que a repórter fosse liberada.

Os profissionais entraram em contato com o templo central da Igreja Assembleia de Deus em Belém e foram informados que a igreja mencionada não é reconhecida pela congregação.

O caso foi registrado na Seccional da Pedreira e está sendo investigado pela Polícia Civil.

Por Roma News

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