Foto: Olga Leiria/Diário do Pará

O dendê é responsável por gerar mais de 20 mil empregos no Estado sendo 5 mil diretos e 15 mil indiretos. Não bastasse isso, injetou em 2018 R$ 400 milhões na economia paraense entre salários e pagamento de impostos municipais, estaduais e federais.

A Agropalma acreditou há 37 anos na potencialidade do dendê, e se transformou na maior produtora de óleos e gorduras vegetais extraídos do óleo de palma da América Latina e a principal empresa no ramo da agroindústria no Pará, hoje composta por três grandes empresas: Agropalma S/A, no municípios de Tailândia (P); Companhia Refinadora da Amazônia (CRA), em Belém (PA); e a Indústria Xhara Ltda, em Limeira (SP).

Inaugurada em 1982 no município de Tailândia, a empresa foi implantada em uma pequena fazenda. De lá pra cá, sua área de atuação passou para 107 mil hectares de área total, sendo 40 mil hectares de plantios próprios. Desses, 12 mil hectares são distribuídos em 240 parcerias entre agricultores familiares e empresariais. 

Agricultura Familiar

A Agropalma identifica os agricultores potenciais, tanto os familiares quanto os integrados que têm áreas e que têm interesse. Ajuda esses proprietários a se regularizarem e depois fornece todo o treinamento e assistência técnica necessárias à produção.

“Com a promessa de compra da safra como garantia, os agricultores conveniados conseguem financiamentos junto aos bancos de desenvolvimento da região. É o sonho de todo agricultor. Ele vai produzir, plantar e ter a certeza de que alguém vai comprar. E essa certeza é a Agropalma que dá a estes produtores”, afirmou César Abreu, gerente geral da Agropalma.

Além da compra total da safra, a Agropalma disponibiliza engenheiros e técnicos agrônomos que visitam regularmente esses produtores e dão assistência técnica, ensinam técnicas de manejo da cultura, como a adubação ideal. “Enfim, todo o cuidado que temos com o nosso próprio plantio, com as nossas áreas de cultivo, é estendido também aos agricultores familiares e aos agricultores integrados”, explica Cesar Abreu, afirmando que a produção desses agricultores representa 23% da produção anual da Agropalma. 

Economia do dendê melhora vida de pequenos agricultores

A Agropalma tem um programa de agricultura familiar que atende 195 famílias. Essas famílias possuem entre seis e dez hectares plantados. Além desses 195 produtores, existem 45 produtores integrados, que tem áreas de cinquenta até mil hectares plantados. A produção deste agricultores integrados representa aproximadamente 23% do que a Agropalma processa por ano. 

Dona Benedita Almeida do Nascimento é uma das agricultoras que se juntou a Agropalma e acreditou na produção de palma. Em 2015, ela ganhou o Prêmio Mulheres do Agronegócio.Ela mora na comunidade de Arauaí, no município de Moju, há 20 quilômetros da sede da Agropalma.

Empresa é pioneira em verticalização de produção

Carlos Xavier, Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), destaca a importância da Agropalma no Estado, “Na Região Amazônica, o Pará é o primeiro produtor nacional. Já que o nosso clima favorece o plantio para a extração do óleo de palma. A Agropalma é a principal empresa do setor e contribui assim para o avanço econômico local”.

Para o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará, José Maria Mendonça, a Agropalma é uma das empresas mais importantes do Pará. “O cultivo e processamento da Palma é um dos setores mais importantes que temos no Estado  e a Agropalma é uma das pioneiras nesta exploração. Ela tem a linha completa que vai desde o cultivo até o refino do óleo. A Agropalma faz parte da cadeia produtiva do Estado e é uma das pioneira na verticalização da sua produção. E vai mais além, ao interagir com a comunidade do seu entorno. Na minha opinião, a Agropalma é um modelo vitorioso que deve ser, inclusive, imitado”.

Curiosidades sobre a palma

De origem africana, a palma foi trazida para a América a partir do século XVI e na região Amazônica o cultivo surgiu no início da década de 1940, através de sementes provenientes de dendezais vindos da África para a Bahia e por fim para o Pará. O óleo extraído desta palmeira, mais conhecido como azeite de dendê, é consumido há mais de 5 mil anos. 

Mais presente no nosso cotidiano do que imaginamos, o óleo de palma é extraído e transformado em óleos e gorduras vegetais que podem ser encontrados em produtos como chocolates, cosméticos, sabonetes, sabão, biscoitos e até sorvetes.

Fonte: DOL.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *