A construção da Rodovia Expressa Liberdade (PA-020) preocupa representantes de comunidades tradicionais, científicas e civil de modo geral. O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), aguarda a liberação para execução da obra que terá 13,4 quilômetros de extensão com traçado saindo da avenida Perimetral, em Belém, até a Alça Viária, em Marituba. O projeto pode afetar até quatro áreas de proteção ambiental, entre elas, o Parque Estadual do Utinga e o Território Quilombola do Abacatal. 

O Governo do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), em 30 de novembro do ano passado, o pedido de autorização para operação de crédito de R$400 milhões, com objetivo de começar os serviços para a construção da rodovia expressa. Naquela época, a previsão da Secretaria de Estado de Transporte (Setran) era que no primeiro trimestre de 2021 fosse realizada a licitação da obra e, a partir da aprovação pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), a construção começaria agora no segundo trimestre.

Esse projeto existe há cerca de cinco anos, elaborado ainda na gestão estadual do ex-governador Simão Jatene, e tem como objetivo ser uma alternativa estratégica à rodovia BR-316 para garantir melhor fluxo de veículos e pessoas, otimizando a mobilidade urbana.

Todo engajamento e mobilização das autoridades responsáveis para que a promessa de progresso se torne realidade e avance na Região Metropolitana de Belém (RMB), no entanto, aparenta não levar em consideração os possíveis impactos ambientais e a exclusão que podem atingir às comunidades tradicionais, que há séculos habitam na localidade, como é o caso da Comunidade Quilombola de Abacatal, localizada no município de Ananindeua. O território possui um pouco mais de 500 habitantes em uma área de 518 hectares, o equivalente a quinhentos e dezoito campos de futebol.

Por Roma News

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