As distâncias para quem vive nas áreas ribeirinhas do Pará são quase sempre sinônimo de dificuldade, especialmente quando se trata de quem precisa de atendimento de emergência. Que o diga Raicilene Carvalho Salvador, de 21 anos, que, grávida de seu segundo filho, não conseguiu chegar a tempo de ser preparada para o trabalho de parto e acabou por dar à luz seu bebê dentro de uma “voadeira” no meio do rio Tapajós, a caminho de Itaituba.

Moradora da Comunidade Cury, no município de Aveiro, região sudoeste do Pará, Raicilene tinha o parto previsto para o mês de setembro, mas sem data definida. “Nós dissemos a ela para vir pra Itaituba com a gente, mas ela não quis; disse que vinha depois”, contou a avó materna de Raicilene.

A jovem começou a sentir as contrações pela manhã logo cedo. O esposo decidiu então levá-la para Itaituba, onde poderia receber atendimento. Mas o único meio de chegar mais rápido ao município era por lancha, em uma viagem de quase três horas.

A avó materna de Raicilene foi uma das primeiras da família a segurar o neto no colo, ainda no porto (foto: reprodução)

A mãe deu à luz a criança com o auxílio do marido e de uma técnica de enfermagem, que também estava na embarcação. O menino, que ainda não ganhou nome, nasceu quando faltava pouco mais de 20 minutos para o desembarque dos passageiros em Itaituba.

Mãe e filho foram socorridos por uma equipe do SAMU ainda no Porto da Balsa, e em seguida foram levados para o Hospital Municipal onde receberam os atendimentos médicos específicos.

Por O Liberal

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