Moradores de Cametá, no nordeste do Pará, reprogramaram para o próximo sábado, 12, a manifestação que ocorreria nesta terça, 8, uma semana após o assalto que aterrorizou a cidade. A intenção era promover uma caminhada pela paz, mas chuva que caiu nas primeiras horas da manhã, impediu a realização do ato.

A mobilização da comunidade cametaense pretende chamar a atenção para a onda de violência que tomou a cidade na semana passada, na madrugada do dia 2, em razão do assalto à agência do Banco do Brasil. Na ocasião, 30 pessoas foram feiras reféns e uma delas foi morta durante a ação criminosa.  

Os manifestantes chegaram a se reunir no bairro Santa Maria, próximo a Igreja de São Benedito. Foi lá que Alessandro de Jesus Lopes Moraes, de 25 anos, foi baleado durante a troca de tiros entre policiais e os assaltantes.

Para a manifestação foi programada uma caminhada, onde os manifestantes seguiriam com balões brancos pelas ruas da cidade até a frente do Batalhão da Polícia Militar, que foi atacado pelos criminosos. A forte chuva que caiu na cidade não permitiu que os manifestantes continuassem o ato, reprogramado para ocorrer no sábado, 12. Para reunir o maior numero de moradores possiveis, estão sendo distribuidos planfletos mobilizando a população. 

O assalto 

Os criminosos invadiram a cidade na madrugada do dia 2, atacaram o quartel da PM, fizeram um escudo humano e atiraram por mais de 1 hora. Uma pessoa morreu. 

O alvo da quadrilha foi a agência do Banco do Brasil, no centro de Cametá. As imagens feitas pelos próprios moradores mostraram que os criminosos capturaram as pessoas em bares e as usaram como escudos de proteção para se locomover pelas ruas da cidade. Os reféns assistiam a um jogo de futebol quando foram surpreendidos. 

O grupo usou armas de grosso calibre e explosivos. O quartel da Polícia Militar (PM) foi atacado, impedindo a saída dos policiais. Os bandidos deixaram a cidade por volta de 1h30 levando um grupo de reféns, que foi liberado em seguida. Na fuga, os assaltantes tentaram atear fogo em um ponte de madeira na BR-422 que dá acesso de Cametá à Tucuruí.

A Polícia montou uma força tarefa para capturar o bando, que segundo as investigações, teria mais de 20 integrantes. Quatro suspeitos já foram identificados e tiveram suas prisões preventivas determinadas pela Justiça. 

Roma News

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