Três postos de saúde ficaram sem funcionar nesta segunda-feira (16) em Moju, nordeste paraense, informou a Secretaria de Saúde do município, devido à ausência de servidores afastados. Segundo a prefeitura, há uma série de irregularidades na contratação desses servidores e a atual gestão teve de suspender alguns contratos para investigar a legalidade deles. No entanto, os serviços devem normalizar nesta terça-feira (17), informou a secretaria.

A atual prefeita, Nilma Lima, foi eleita no dia 24 de junho com 94,49% dos votos em uma eleição suplementar. O prefeito, Deodoro Pantoja da Rocha, e o vice, Jamilson Edmundo da Costa Santos, foram cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará por abuso de autoridade e de poder público. A área da saúde foi a mais afetada pela suspensão de contratos da atual gestão. Quem precisou de atendimento médico nesta segunda-feira (16), teve de procurar o hospital municipal de Moju, que, segundo a população, está sem estrutura.

A prefeitura informou que os contratos legais devem continuar e os irregulares foram suspensos para que a assessoria jurídica faça uma análise. Entre as irregularidades estão as documentações fora do prazo. Ainda segundo o advogado da prefeitura Gabriel Lira, ninguém foi demitido. Apenas os contratos foram suspensos até o fim das análises.

Segundo a atual gestão do município, a gestão anterior não deixou nenhum documento sobre o concurso realizado, informando como foi homologado, quais foram os documentos solicitados e quais seriam os gastos com pessoal. O valor, inclusive, ultrapassava o determinado pela lei de responsabilidade fiscal. “O gasto com pessoal ultrapassava 77,87%, o que estaria fora da lei”, informou o advogado.

“Então fizemos levantamento na folha fechada do mês de julho. Conseguimos também acessar a folha do mês de maio do setor da saúde e em junho do setor da administração. Constatamos os servidores que tomaram posse em cinco dias antes da nova gestão, com níveis salariais altíssimos”, explica.

À véspera da atual prefeita assumir, foi feita uma chamada de um cadastro de reserva com cerca de 400 servidores, para entrega de documentos no meio do processo eleitoral. Outros cerca de 170 concursados tiveram posse no dia 5 de julho, sendo que a prefeita assumiu no dia 11 de julho.

“A gestão anterior prorrogou no dia 1º de julho os contratos de servidores temporários até 30 de dezembro, o que estaria fora da realidade do município. Eles não deixaram os contratos, levaram os arquivos da prefeitura, não sabemos que é contratado regular e irregularmente, pois não entregaram os documentos durante a transição. Na verdade não entregaram nada, nem a senha do site da prefeitura”, denuncia Gabriel Lira.

Fonte G1/PA

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Cleyton Rogério
Carregar mais em Moju

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *