O Ministério Público do Estado identificou, durante uma inspeção na Divisão de Vigilância Sanitária (Divisa)  e na Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Santarém, pelo menos, cinco caixas cheias de fichas sem registro no sistema, referentes aos dados sobre a ocorrência de casos de coronavírus no município.

A diligência, realizada nesta terça-feira, 8, foi acompanhada por diretores técnicos da Epidemiologia do 9º Centro Regional de Saúde (CRS) da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) e teve como objetivo verificar as pendências e atrasos de lançamentos das informações das fichas epidemiológicas. A equipe também constatou a ausência dos propósitos apresentados durante reuniões anteriores pelos os órgãos de saúde do municípios, e ainda, a precariedade de funcionários e equipamentos.

No mês de agosto dia 4 de agosto, o Ministério Público do Estado e os órgãos de saúde de Santarém discutiram os problemas e soluções para as falhas estruturais persistentes, como a subnotificação da covid-19, sobretudo das áreas indígenas.

Em outra reunião, realizada no dia 7 de agosto, entre o MP, a Sespa e a DIVISA, com a presença da Secretária de Saúde, foi apresentado um plano de trabalho para a realização das atividades relacionadas à Vigilância Sanitária do Município, com incrementos de mais servidores para fortalecer os serviços, e com capacitação da Sespa a esses profissionais, e igualmente os funcionários vinculados ao monitoramento.

Segundo o promotor de Justiça Bruno Fernandes, designado pela Procuradoria-Geral para atuação na 8ª Promotoria de Santarém, a Divisa ficou de contabilizar e indicar à Sespa a quantidade de fichas pendentes. Uma das propostas do 9º CRS, entre outras, é montar uma força tarefa para digitação das notificações pendentes e a criação de uma equipe exclusiva na Semsa, para o cadastramento dos casos covid-19.

Fonte: MPPA

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