O cabo Antar Nazareno Duarte da Rosa, de 32 anos, da Polícia Militar, acusado de estupro contra uma adolescente de 16 anos em Eldorado do Carajás, teve a prisão preventiva decretada nesta terça-feira pela Justiça Militar.

O policial foi preso e flagrante no último domingo, 19, depois que a família da vítima acionou a Polícia Civil. Como o suposto crime ocorreu enquanto o cabo estava em serviço, o caso foi transferido da Justiça Comum para a Militar. 

A decisão de converter em preventiva a prisão em flagrante, foi expedida nesta terça-feira, 21, pelo juiz Lucas do Carmo de Jesus, titular da Vara Única da Justiça Miliar do Estado do Pará. O cabo Antar responde também pelo crime de prevaricação.

Acusado de estupro
A vítima teria relatado em depoimento que na madrugada do último domingo, teria saído de uma pizzaria acompanhada pelo namorado, após ter jantado com um casal de amigos.

No meio do trajeto para casa, os dois foram abordados por policias e se recusaram a parar a motocicleta que estavam. Os policias então os seguiram e o namorado parou. Ele foi detido e os dois teriam sido obrigados a entrar na viatura. 


Ao chegar na delegacia o namoradão da vítima ficou preso e ele foi impedida de sair da viatura por um outro polícia que estava acompanhando Antar na ação. O cabo Antar então teria consolado a vítima que chorava e disse que iriam deixá-la em casa e que o namorado seria liberado durante a manhã.

No endereço da adolescente, o policial teria descido da viatura e entrado com ela, após pedir aos outros policias para que o buscassem depois. Segundo a vítima, nesse intervalo ele a estuprou. Ainda segundo depoimento dela, o cabo a teria beijado e acariciado dentro da viatura na presença dos outros colegas.

Um dos policias ouvidos negou alguns trechos da denúncia, mas confirmou que o cabo Antar havia descido da viatura com a adolescente, e permaneceu com ela durante 15 minutos. 

Segundo testemunhas de defesa da adolescente, logo após os policias terem ido embora a adolescente ligou para amigos e familiares pedindo ajuda e contando o que teria acontecido.

O Comando-Geral da Polícia Militar do Estado do Pará, se posicionou por meio de nota, a imprensa local, e confirmou que o servidor foi preso em flagrante sob a acusação de praticar os crimes de prevaricação e violência sexual, acrescentando que o flagrante foi presidido pelo comandante do 23º Batalhão PM, ao qual o cabo está subordinado.

“O militar encontra-se detido e responderá a um processo na Justiça e também a um Conselho de Disciplina (CD), que vai definir se o mesmo será expulso ou não da corporação. A corporação ressalta que sempre busca apurar com rigor todas as denúncias de atos praticados por seus agentes por meio da Corregedoria-Geral da PM, em consonância com o Código de Ética e Disciplina e também com o Código Penal Militar (CPM). A Polícia Militar reforça, ainda, que repudia qualquer desvio de conduta por parte dos seus servidores e que preza pela conduta ética, valor basilar da função policial militar”

Por Oliberal

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