Jacundá decreta emergência por incêndios florestais e fumaça, no Pará. — Foto: Divulgação

A Prefeitura de Jacundá, no sudeste do Pará, decretou situação de emergência nas áreas afetadas por incêndios florestais e pelos efeitos da fumaça. O decreto, assinado pelo prefeito Itonir Tavares, tem validade de 180 dias.

Segundo o documento, a estiagem, as altas temperaturas e a redução da disponibilidade de água favoreceram a propagação do fogo, causando prejuízos ambientais, econômicos e sociais, além de riscos à saúde da população por causa da fumaça.

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A medida autoriza a mobilização de órgãos municipais para combater os incêndios, prestar assistência às famílias e recuperar as áreas atingidas, e prevê a solicitação de apoio técnico, operacional, logístico e financeiro aos governos estadual e federal.

O que motivou a emergência?

A declaração se baseia nos danos identificados pela Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, que classificou a ocorrência como desastre de nível de intensidade II. O decreto enquadra os incêndios como ocorrências em áreas não protegidas, com reflexos na qualidade do ar. A delimitação das áreas atingidas segue os levantamentos técnicos do processo administrativo.

Quais ações estão previstas?

A Defesa Civil municipal vai coordenar a resposta ao desastre, com atuação integrada das secretarias. Entre as medidas autorizadas estão:

  • Prevenção, controle e combate à propagação dos incêndios;
  • Avaliação dos danos humanos, materiais, ambientais, econômicos e sociais;
  • Assistência às famílias atingidas, especialmente as em situação de vulnerabilidade social;
  • Proteção à saúde e abastecimento emergencial de água potável;
  • Campanhas de orientação sobre os riscos dos incêndios e os cuidados com a saúde e o meio ambiente.

O decreto também autoriza o encaminhamento do pedido de reconhecimento federal da emergência pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD) e permite a convocação de voluntários e campanhas para arrecadar alimentos, água potável, medicamentos e outros materiais. As atividades serão coordenadas pela Defesa Civil, e os voluntários não poderão participar de operações de risco sem capacitação e supervisão.

O que pode ser feito em caso de perigo?

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Em situações de risco iminente, respeitados os requisitos legais, os agentes responsáveis pela resposta poderão:

  • Entrar em imóveis, inclusive residências, para prestar socorro ou determinar a evacuação de pessoas em perigo;
  • Utilizar propriedade particular em caso de iminente perigo público, com indenização posterior ao proprietário se houver dano.

Segundo o decreto, essas medidas devem se restringir ao necessário para proteger a vida, a integridade física e a segurança da população.

Como ficam as contratações e os gastos?

O documento permite contratações emergenciais para atender às necessidades diretamente ligadas ao desastre, desde que cumpram as exigências legais. A declaração, porém, não é uma autorização genérica para dispensar licitações: cada contratação deverá ser justificada em processo administrativo, com demonstração da necessidade, da relação com a emergência e da compatibilidade dos preços com o mercado.

Os órgãos municipais também deverão manter registros das ações, dos recursos utilizados e das despesas, para garantir transparência, fiscalização e prestação de contas.

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