O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, recebeu 1,5 milhão  de reais do Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht em 2014, segundo a delação de executivos da Odebrecht.

No pedido de abertura de inquérito feito ao ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria Geral da República relata que o pagamento a Barbalho se deu em três parcelas. O ministro figura na lista do propinoduto da Odebrecht com o apelido Cavanhaque – os repasses do setor de propinas da empreiteira eram registrados em um sistema próprio, batizado de Drousys.

De acordo com a Procuradoria, os repasses a Helder Barbalho foram feitos como “contrapartida a interesses do grupo Odebrecht no Estado do Pará, notadamente na área de saneamento básico, espaço em que a empresa almejava atuar como concessionária”. Os valores, sustenta a Procuradoria com base nas delações dos executivos da Odebrecht, foram solicitados pelo próprio Helder Barbalho e também pelo senador Paulo Rocha, que também é alvo do pedido de investigação.

O inquérito, registrado sob o número 4.449, foi autorizado pelo ministro Fachin no último dia 4 de abril.

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Outro Lado

O ministro Helder Barbalho, através de sua assessoria, divulgou nota negando as ilegalidades. Helder disse que as doações da campanha de 2014 foram registradas e aprovadas. Alega não possuir qualquer influência na área de saneamento no estado. Ainda na nota o politico disse estranhar o apelido atribuído a ele, já que, em toda sua vida politica nunca usou cavanhaque.

Leia a nota:

 

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