Reprodução

De acordo com mensagens obtidas pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal no celular do representante da empresa SKN, André Felipe de Oliveira, responsável pela venda de respiradores irregulares ao governo do Pará, Helder Barbalho negociou diretamente com ele a compra dos equipamentos.

 Segundo o portal O Antagonista, já existiam registros de alguns trechos das conversas que fundamentaram o pedido de deflagração da Operação Para Bellum, em 10 de junho, que cumpriu mandados de busca e apreensão na sede do governo.

A íntegra, no entanto, comprova como o emedebista violou todas as normas de contratações públicas para beneficiar o empresário amigo. À época da operação, Helder se pronunciou afirmando: “Estou tranquilo e à disposição para qualquer esclarecimento que se faça necessário”, disse o governador no Twitter.

“Esclareço que não sou amigo do empresário e, obviamente, não sabia que os respiradores não funcionariam”, acrescentou. Na conversa, André envia ao governador seu “cartão de visitas” com o nome de “Diretor da SKN” e escreve: “Qualquer produto hospitalar que você precisar, me envie as especificações durante o dia, que na madrugada meu pessoal levanta nos fornecedores na China, que fornecem para epidemia de lá”.

 Nos dias posteriores, eles trocam informações sobre os modelos disponíveis. Helder repassa todos os dados que foram encaminhados por sua equipe técnica, enquanto André levanta os valores e prazos de entrega. No dia 23, acatando a especificações enviadas por Helder, o diretor da SKN afirma então ter conseguido o modelo ideal, por US$ 24 mil. “Este serve para nós”, responde o governador, que chama o empresário de “amigo”. 

A Polícia Federal analisou que as mensagens apontam um “certo grau de convivência entre os dois”. “Ambos se tratam por ‘Amigo’ e invocam essa amizade”. A PF também destacou que a entrega acabou atrasando e o equipamento adquirido se mostrou inservível para ser usado em pacientes de covid-19. “Outro ponto evidenciado pelas mensagens é a falta de experiência e conhecimento de André para realizar a operação.

Tanto é que Helder precisa intervir” para facilitar a liberação do equipamento na China, do transporte e até a entrega. “Pode-se concluir que, de ambas as partes, não houve o cuidado suficiente com as especificações técnicas dos respiradores”.

 Destacou ainda que, durante o processo, ficou evidente a falta de capacidade técnica do empresário e que isso foi percebido pelo governador, que intensifica cobranças, chegando a se exaltar em alguns momentos. Mesmo assim, o processo seguiu até a chegada dos respiradores na capital paraense. 

andre-respira-helder1.png (571×639)
andre-respira-helder2.png (693×675)
andre-respira-helder3.png (705×673)
andre-respira-helder4.png (697×675)
conclusao-PF.png (620×526)

Por: Gazeta Brasil

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *