Governador Simão Jatene durante a viagem a Moju. (Foto: Ag. Pará)
Governador Simão Jatene durante a viagem a Moju.   (Foto: Ag. Pará)
Governador Simão Jatene durante a viagem a Moju. (Foto: Ag. Pará)

O governador do Pará, Simão Jatene, (PSDB), se pronunciou em sua página oficial no Facebook sobre a reconstrução da ponte do Moju, que em março do ano passado foi atingida por uma balsa e foi parcialmente destruída. O texto a seguir, na íntegra são palavras do governador.

“Sem pretender responder um comentário específico, mas em respeito a algumas indagações, gostaria de esclarecer uma questão que nos tem incomodado a todos. Trata-se da reconstrução da ponte do Mojú. Após o lamentável acidente, orientamos que a área do governo responsável pelos projetos de infraestrutura procurasse a solução técnica mais rápida e segura.

A essa determinação seguiram-se várias avaliações sobre a extensão dos danos e, particularmente, sobre os riscos de uma intervenção que, é bom lembrar, não é simples e tampouco comum.

O abalroamento provocou a destruição do pilar 14, incluindo fundações, o desmoronamento dos vãos adjacentes e a formação de “rótulas” na superestrutura entre os pilares 12/13 e 15/16, exigindo escoramento preventivo nesses locais. Buscando maior segurança, foi inclusive consultado o autor do projeto original que, após vistoria no local, alertou que face a possibilidade de deslizamento da superestrutura, seria necessário realizar escoramento junto aos pilares 11 e 17.

Assim, o desafio inicial, que seria a retirada dos dois pedaços que ficaram pendurados e que pesam, aproximadamente, 70 ton. cada, exigiu a uma série de providências prévias, para que se preservasse a estrutura restante.

Em caráter emergencial foram iniciados os escoramentos enquanto, paralelamente, foram tomadas as providencias administrativas necessárias a contratação da elaboração do projeto de reconstrução da nova estrutura e seleção da empresa responsável para execução da obra.

Enquanto isso, na expectativa de ganhar tempo, se buscou ver a possibilidade de antecipar a retirada dos destroços submersos da estrutura que caiu, exatamente no local em que devem ser montados os equipamentos que serão utilizados na retirada da superestrutura pendentes (“linguas”). Mas também quanto a isso, os especialistas alertaram que sua retirada antes do reforço integral da ponte seria uma operação de alto risco e, como tal, desaconselhada.

Assim, se teve que esperar a conclusão de todo o reforço, para iniciar a fase de retirada dos destroços submersos, – para o que também são requeridos equipamentos especiais -, e só então promover o corte das “abas” que ficaram penduradas.

Amigas e amigos, isso tudo provocou sucessivos atrasos no cronograma da obra e, lamentável, transtorno para os usuários.
Finalmente, segundo a empresa contratada, foram concluídas todas as medidas sugeridas para redução de riscos e estão chegando alguns equipamentos especialmente fabricados para retirada das estruturas pendentes. Assim, após vários percalços, o prazo para conclusão integral da obra, definido pela construtora é de 10 meses. Ou seja, até final desse ano, considerando, segundo os técnicos, que a parte mais complicada e que menos aparece já foi concluída.

Amigas e amigos,

Certamente, sempre alguém irá pensar: será que não dava pra ser mais rápido? Talvez. Eu também tenho dúvidas, mas quando se trata de decidir sobre ações que podem colocar em risco a vida de pessoas, a prudência e o cuidado sempre são os melhores companheiros, ainda que isso tenha algum ônus e desgaste. A orientação é seguir as determinações dos especialistas. Que Deus nos dê sabedoria.”

 

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