Estudantes do município de Tomé-açu, no nordeste paraense, realizaram uma manifestação em solidariedade aos alunos surdos, que precisam de tradutor na Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) nas escolas estaduais do município, mas até agora a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) não viabilizou os profissionais.
A situação é tão grave, que a estudante surda do 3º ano da Escola Estadual de Ensino Médio Antônio Brasil, Girlaine Ferreira, teve que recorrer ao Ministério Público Estadual para tentar conseguir o cumprimento da legislação.
O ano letivo na rede pública estadual, em Tomé-açu, começou dia 20 deste mês. Nas escolas de ensino médio Antônio Brasil e Fábio Luz, há mais de 20 estudantes surdos, porém, não há professores de libras para atender a necessidade da rede estadual.
Na manifestação, os estudantes portaram cartazes e faixas, cobrando do poder público, a contratação de professores de libras para atender o grupo de surdos, alguns já foram reprovados mais de uma vez por causa da dificuldade em entender as aulas, sem o tradutor de libras.
A estudante explica que é uma situação que já vem acontecendo há alguns anos em Tomé-açu, causando muito prejuízo no processo de ensino aprendizagem, uma vez que o surdo só consegue acompanhar a aula com êxito com a presença de um intérprete, como prevê a legislação do Atendimento Educacional Especializado (AEE).
Os alunos se mobilizaram junto com os estudantes surdos e foram até o Ministério Público para cobrar uma postura mais ativa e assegurar os direitos deles. O ato contou com a participação de alunos, pais, professores, da comunidade local.
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