A escrivã Raquel Albuquerque trabalhava na Seccional de São Brás (reprodução)

A escrivã Raquel Monteiro de Albuquerque, servidora da Polícia Civil do Pará lotada na Seccional Urbana de São Brás, faleceu na noite de sábado (18), em Belém. O sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil (Sindpol) e a própria Polícia Civil confirmaram e lamentaram a morte de Raquel Albuquerque. 

Circunstâncias ainda serão confirmadas

As informações sobre a morte da escrivã e questionamentos sobre as circunstâncias de sua morte circulam nas redes sociais desde a noite deste sábado (18). Em postagens de colegas, no próprio perfil do Sindpol no Facebook, há relatos de que a escrivã estaria enquadrada no grupo de pessoas mais vulneráveis à covid-19 e teria falecido enquanto procurava de atendimento médico, com sintomas similares à da covid-19.

Falta de atendimento

Várias pessoas chegaram a informar que Raquel não teria conseguido ser atendida em hospitais de Belém. Porém, esses relatos ainda carecem de confirmações de fontes oficiais.

Nota da Polícia Civil

Em sua nota de pesar, a Polícia Civil agradeceu pelos seus mais de “20 anos de dedicação, responsabilidade e amor à profissão e ao serviço público”. Porém, ao comunicarem a morte da servidora, nem o Sindpol e nem a Polícia Civil fazem referência à confirmação dos motivos de seu falecimento, embora citem a suspeita de um quadro agravado rapidamente pelo coronavírus.

“A escrivã pode ter sido mais uma vítima da pandemia que assola o Brasil e o mundo. Essa verdadeira peste não escolhe religião, raça, posição social ou econômica, pois é um inimigo silencioso e mortal que amputa os entes queridos de forma estúpida, abrupta e covarde”, afirmou a nota da Polícia Civil, assinada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Alberto Teixeira. A publicação de pesar confirmou que a servidora faleceu “nos braços de seu marido”, enquanto ambos buscavam atendimento na capital.

Teixeira citou também que Raquel Albuquerque chegou a apresentar sintomas correlatos ao quadro da covid-19 e realizou um teste rápido na própria Delegacia-Geral, mas o resultado foi negativo para o coronavírus. A Polícia Civil diz que a causa da morte ainda precisa ser confirmada.   

Ainda segundo a nota de pesar emitida pelo delegado-geral, a escrivã faleceu ao lado do seu companheiro, o investigador Hely Aldo, “em cena de grande desespero e comoção no interior do veículo, quando procuravam atendimento hospitalar“. Teixeira disse que a Polícia Civil lamentou profundamente o ocorrido. “Nos solidarizamos com a dor da família por esta inesperada perda, pelo o que, desde logo, coloco a instituição Polícia Civil em estado de total solidariedade e apoio no que se fizer necessário para amenizar o sofrimento no difícil momento pelo qual todos estamos passando”.

A redação do Portal Tailândia segue apurando o falecimento da escrivã junto à Polícia Civil, ao Sindpol e a seus familiares para esclarecer o ocorrido. Acompanhe!

Via O Liberal

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