Uma operação da Divisão Estadual de Narcóticos (DENARC), realizada ao longo de três dias, resultou na apreensão de aproximadamente 1,36 tonelada de cocaína na zona rural de Tailândia, no nordeste do Pará. A ação ocorreu no fim da tarde do último sábado (11) e desarticulou um esquema interestadual de transporte de drogas ocultas em uma carga de milho.
A abordagem aconteceu durante um patrulhamento tático no distrito Palmares, localizado a cerca de 60 quilômetros da sede do município. Os policiais montaram uma barreira em um ramal da região após identificarem um caminhão-trator que já era alvo de investigações.
Ao perceber a presença das equipes policiais, o motorista freou o veículo, abandonou a cabine e fugiu para uma área de mata. Até o momento, ele não foi localizado.
Durante a vistoria no semirreboque, os agentes encontraram centenas de sacas de milho. No entanto, um forte odor químico levantou suspeitas. Ao removerem parte da carga, os policiais localizaram diversos tabletes de cloridrato de cocaína escondidos na parte dianteira do compartimento.
O caminhão e toda a carga foram encaminhados para a sede da DENARC, em Belém, onde a droga passou por pesagem preliminar, totalizando cerca de 1.360 quilos.
O entorpecente foi enviado para análise da Polícia Científica do Pará. As investigações continuam para identificar e prender os responsáveis pela carga, além de outros envolvidos na organização criminosa responsável pelo transporte da droga.
Uma estimativa utilizada por especialistas em segurança pública e em investigações da Polícia Federal aponta que, no mercado atacadista brasileiro, 1 kg de cloridrato de cocaína de alta pureza costuma valer entre R$ 30 mil e R$ 70 mil, dependendo da origem, da pureza e do destino da carga.
A carga de 1.360 quilos de cloridrato de cocaína puro apreendida em Tailândia tem valor estimado entre R$ 40 milhões e R$ 95 milhões no mercado ilegal brasileiro, podendo ultrapassar essa cifra após o fracionamento e a adulteração para venda no varejo.
