Depois que um estudante da Universidade Federal do Pará (UFPA) afirmou ter sido vítima de transfobia dentro da instituição, na última quarta-feira, 19, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) emitiu uma nota sobre o ocorrido. O Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sindtifes) foi o primeiro a manifestar apoio ao estudante.
Em um documento assinado pela própria vítima, Heitor Batista da Conceição, ele afirmou ter sofrido violência física e verbal dentro de um banheiro no Complexo do Vadião, espaço de convivência da instituição.
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As agressões teriam sido testemunhadas por quatro pessoas e essa não teria sido a primeira vez que o estudante sofreu agressões na UFPA. Em 2018, também no Vadião, ele afirma que foi impedido de entrar no banheiro masculino. Na época ele teria procurado o Diretório Central dos Estudantes (DCE), mas nenhuma providência teria sido tomada.
Dessa vez, na nota divulgada pelo DCE, o estudante e outras possíveis vítimas de transfobia ou quaisquer tipos de atos discriminatórios, são orientadas a como proceder.
Confira a nota do DCE da UFPA sobre o caso:
O DCE/UFPA vem a público se manifestar acerca do caso de Transfobia com um estudante desta Universidade que denunciou a agressão física, verbal e moral no espaço cultural do Vadião, na UFPA, durante o evento cultural “Odonto na Roça”, na última quarta-feira (19).
De antemão, repudiamos qualquer ato discriminatório nos espaços da Universidade Federal do Pará, sejam eles LGBTfóbicos, racistas, sexistas, xenofóbicos ou de qualquer outra natureza. Nesse sentido, tomamos conhecimento via redes sociais do ocorido e acionamos institucionalmente a Universidade, bem como a Organização de Livre Identidade e Orientação Sexual OLÍVIA (ONG LGBT com sede na Universidade) para apurarmos o caso conjuntamente.
Comunicamos que nãoo recebemos até o presente momento qualquer comunicação por parte do discente ou qualquer outro interessado. Desse modo, estamos tentando contato com o estudante para ter um melhor acompanhamento do caso. E fundamental registrar que este Diretório Central dos Estudantes é composto por várias diretorias, incluindo uma diretoria específica para assuntos LGBTQl+ e jamais nos omitimos acerca de um caso tão grave, uma vez que é obrigação de todos agentes desta Universidade atuar no enfrentamento a todas as formas de violências ocorridas nos espaços desta Instituição.
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Nesse sentido, acionamos a Delegada de Combate a Crimes Discriminatórios e Homofóbicos da Polícia Civil do Estado do Pará – DCCDH/PCPA, a Assessoria de Diversidade e Inclusão Social da Universidade Federal do Pará – ADIS/UFPA e a ONG OLÍVIA para acompanhar e tomar as medidas devidas e urgentes ao presente caso.
A partir disso, tomados as seguintes medidas e decisões:
1. Oficiar às Clínicas de Violência e de Psicologia solicitando o acompanhamento ao discente;
2. A Realização de Curso de Capacitação e Orientação com todos os Centros Acadêinicos da UFPA, que realizam as atividades culturais no Complexo do Vadião, aberto para a comicidade acadêmica, com a data a ser divulgada na página do DCE/UFPA;
3. Reunir com o estudante para acompanhar e apoiá-lo nas presentes demandas e o que surgirem.
Belém, 24 de junho de 2019.
Diretório Cereal dos Estudantes da UFPA.
Fonte: Roma News
