Sob o comando de Weintraub, a pasta tem realizado cortes em bolsas de pesquisas por todo o país (Sérgio Lima/Poder360)

O corte de 5.613 bolsas de pós-graduação no País, anunciado na segunda-feira pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vai atingir 89 incentivos no Estado do Pará. No geral, a tesourada nessas 89 bolsas paraenses ativas vai gerar uma economia para o governo federal de R$ 529,9 mil.

Além das 89 bolsas paraenses, os cortes nos estados nortistas atingem 38 incentivos em Rondônia (R$ 207,9 mil), 24 no Amazonas (R$ 165 mil), 20 em Tocantins (R$ 98,5 mil), 17 em Roraima (R$ 131,.2 mil), 11 no Acre (R$ 80,6 mil) e seis no Amapá (R$ 46,9 mil). Em todo o País, as bolsas de pós-graduação cortadas somam 5.613, o que equivale a 6% do total de 92.680 incentivos mantidos atualmente, no âmbito da pós pela Capes.

Conforme o governo, o congelamento deve gerar uma economia de R$ 37,8 milhões neste ano. A cifra pode chegar a R$ 544 milhões considerando todo o período de vida útil dessas bolsas (de dois a quatro anos, em média).

As bolsas cortadas seriam ofertadas de setembro a dezembro deste ano, após a conclusão da formação dos atuais estudantes que as recebem. No protocolo normal, elas voltariam para o sistema para serem repassadas a outros alunos. Mas, com o corte, deixarão de ser reativadas para novos bolsistas.

O corte, portanto, não teve critérios por área ou qualidade do curso. Todas as bolsas que seriam concedidas até o fim do ano estão suspensas. O presidente da Capes, Anderson Correia, afirmou que a ideia foi poupar ao menos os bolsistas que estão com o incentivo no momento.

“Nessa linha de preservar todos os bolsistas em vigor fizemos o bloqueio de bolsas ainda não utilizadas mas que seriam incorporadas”, disse Correia, ao anunciar os novos cortes.

*Com informações O Liberal.

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