Cabe aos municípios executar ações contra a dengue. Uma delas é colocar agentes de controle de endemias nas ruas para visitas domiciliares.
Cabe aos municípios executar ações contra a dengue. Uma delas é colocar agentes de controle de endemias nas ruas para visitas domiciliares.

O Pará registrou 510 casos de dengue, 18 de zika e um importado de febre chikungunya em janeiro e fevereiro deste ano, segundo o quarto Informe Epidemiológico de 2016 emitido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) sobre as ocorrências confirmadas das três doenças que são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Houve uma redução de 30% na quantidade de doentes com dengue no Estado em relação ao mesmo período de 2015, que registrou 729 confirmações.

Dos municípios paraenses com maior ocorrência da dengue, Oriximiná lidera no ranking, com 76 casos confirmados, seguido por Santana do Araguaia (45), Alenquer (32), Belém (27), Benevides (onze), Marituba (onze), Itaituba (onze), Ananindeua (oito), Canaã dos Carajás (cinco) e Parauapebas (um). Em todo o Estado, não houve registro de mortes por dengue em 2016. A Sespa orienta que as Secretarias Municipais de Saúde informem num período de 24 horas a ocorrência de casos graves e mortes suspeitas.




Para a confirmação de óbitos é necessária investigação epidemiológica com aplicação do Protocolo de Investigação de Óbito do Ministério da Saúde, que prevê exames específicos em laboratórios credenciados do Estado, como o Laboratório Central (Lacen) e Instituto Evandro Chagas (IEC) – que são preconizados pelo Programa Nacional de Controle da Dengue. O procedimento garante o correto encerramento de casos graves e óbitos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

A execução de ações contra a dengue é de competência dos municípios, que devem cumprir metas, entre as quais destacarem agentes de controle de endemias para fazer visitas domiciliares. Paralelamente, a Sespa faz o monitoramento dos 144 municípios que receberam o incentivo do Ministério da Saúde para vigilância, prevenção e controle da dengue, e orienta as prefeituras quando ao uso correto de inseticidas (larvicidas e adulticidas) para o controle. A secretaria também faz visitas técnicas aos municípios para assessoramento das ações do programa da dengue, além de apoiar a capacitação sobre a febre chikungunya.

Quando há necessidade, a Sespa também faz o controle vetorial, como bloqueio de transmissão viral nas localidades, e articula ações com órgãos municipais de saneamento e limpeza urbana, tendo em vista a melhoria da coleta e destinação adequada de resíduos sólidos. Também fazem parte das ações atividades de educação e mobilização, visando à participação da população no controle da dengue.

Controle – O vírus da febre chikungunya também está controlado, e não há registros de transmissões ocorridas dentro do Estado. Este ano, somente um caso, importado, foi confirmado por critério laboratorial adotado pelo Instituto Evandro Chagas. Em 2015, 14 casos importados da doença foram confirmados no Pará.

Os vírus da dengue, chikungunya e zika são transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, e levam a sintomas parecidos, como febre e dores musculares, mas as doenças têm gravidades diferentes, sendo a primeira a mais perigosa. A dengue, que pode ser provocada por quatro sorotipos diferentes do vírus, é caracterizada por febre repentina, dores musculares, falta de ar e moleza. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.

A chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre dez e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras. Já a febre por zika leva a sintomas que se limitam a, no máximo, sete dias e não deixa sequelas. Este ano, não há registro de casos de morte provocados pela doença no Pará.

A Sespa também deixa claro que a preocupação com a zika segue os mesmos procedimentos em relação à dengue e chikungunya. Só em 2015, foram registrados 42 casos da doença no Estado. Neste ano, até o momento, 18 ocorrências foram confirmadas pelo IEC. O tratamento para a zika é apenas paliativo, de suporte e de correção de sequelas. Logo, é preciso diminuir a incidência do mosquito transmissor.

Atividades desenvolvidas pela Sespa/ PECD

– Criação e implantação do Protocolo preliminar de investigação e seguimento dos casos de gestantes e recém-nascidos (microcefalia) associados ao vírus zika no Estado, divulgada aos 13 Centros Regionais de Saúde (CRS) no dia 29 de dezembro de 2015 para envio aos municípios de abrangência;

– Criação da sala de situação estadual de acordo com Portaria 57/ 2016, para monitoramento das atividades de campo, vigilância epidemiológica e assistência;

– Reunião de apresentação de Protocolo Estadual para 1º CRS e municípios da região metropolitana;

– Elaboração do Plano de Contingência Estadual de Dengue, Chikungunya e Zika;

– Elaboração de Nota Técnica 1/ 2016, determinando as atividades de combate ao vetor para o período contingencial (dezembro 2015 a junho de 2016). A nota foi enviada aos 13 CRS para posterior envio aos municípios de abrangência no dia 13 de janeiro de 2016;

– Elaboração do 1º informe epidemiológico de dengue e chikungunya no dia 14 de janeiro de 2016;

– Reunião com o secretário de Estado de Saúde Pública e coordenações com os municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, Forças Armadas, Defesa Civil, e secretarias afins, para intensificação das ações de combate ao vetor;

– Treinamento das Forças Armadas e Defesa Ccivil no mês de janeiro de 2016;

– Início das atividades de campo com os militares nos municípios de Belém, Ananindeua, Altamira, Tucuruí e Santarém em janeiro de 2016;

– Videoconferência com os 13 Centros Regionais de Saúde para apresentação do Protocolo, em janeiro de 2016;

– Dia D de combate ao Mosquito Aedes aegypti, dia 13 de fevereiro, com abertura oficial na Praça Batista Campos (Belém).

Ações de controle vetorial

– Bloqueio de transmissão viral nas localidades, na mesma semana da notificação dos casos;

– Ações de educação e mobilização visando a participação da população no controle da dengue;

– Articulação com secretarias municipais de meio ambiente, obras, educação, saneamento e outras instituições como bombeiros, exército, marinha, aeronáutica, universidades, ONGs entre outros;

– Manutenção das atividades de rotina (visitas domiciliares) no combate ao vetor.

Serviço: Mais informações sobre dengue e febre chikungunya são fornecidas pelas Secretarias Municipais de Saúde de Ananindeua: (91) 3073-2220; Marabá: (94) 3324-4904; Marituba: (91) 3256-8395; Santarém: (94) 3524-3555; Tailândia: (91) 3752-2078 e Tucuruí: (94) 3778-8378.

 

Via Agência Pará

 

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