Camaleões causam acidentes e prejuízos à população na PA-150. (foto: divulgação)

Há cerca de dois anos, o governo do Estado reconstruiu a PA-150, uma das mais importantes rodovias do estado, que integra as regiões sul/sudeste e o nordeste a Região Metropolitana. Até Marabá, no trecho estadual, se tornou uma nova rodovia com mais de 400 quilômetros. Além de totalmente reconstruída de Moju até Marabá, a PA-150 ganhou acostamento e “zonas de fuga” em vários trechos, dando mais segurança para os usuários.

Cerca de dois anos após a obra de reconstrução, trechos da rodovia PA-150, de Moju, passando por Tailândia até Marabá, começaram a aparecer longos e perigosos “camaleões”, além de buracos.

Principalmente para veículos de chassis baixos, a deterioração da pavimentação asfáltica está causando batidas em descargas e até motores, quando os veículos cruzam as chamadas “ocorrências de camaleão”, que acontecem no sentido longitudinal da via, e em situações mais graves, estão provocando acidentes.

Populares reclamam do problema
O vendedor de insumos para o setor de agropecuária, Antônio Carlos, postou esta semana uma série de fotos em seu perfil no Facebook, em que denuncia as condições da estrada entre Marabá e Jacundá. “Voltei revoltado. Vidas sendo ceifadas devido à situação da PA-150. Vivemos em um país governado por bandidos mentirosos, tanto na esfera estadual quanto a federal”.

Imediatamente, Antônio Carlos Ferreira recebeu a solidariedade de amigos, que comentaram o assunto. Júnior Mesquita disse que “esse trecho sempre foi matador”. Alane Franciele Lima Câmara corroborou com a seguinte declaração: “Pessoas conhecidas já perderam a vida nessa estrada e em muitas outras do Pará. O descaso é enorme e o dinheiro dos impostos ó…”

Olavo Chaves também reconheceu o dilema de quem enfrenta a PA-150 no trecho entre Marabá e Jacundá e disse que situação tão péssima quanto esta revolta a comunidade da região de Redenção. “Não há dinheiro para nada e nossos políticos estão com tanto dinheiro que têm que mandar para fora do País”, ironizou.

Ana Caroline Neris Nogueira Esse trecho sempre fica horrível e cada camada de asfalto que colocam é pior. De Goiânia pra Tailândia o problema é o acostamento que não tem e na hora de desviar de um buraco o risco de entrar na outra pista é grande.

Cargas excessivamente pesadas e falta de balanças
O engenheiro civil Cláudio Lima Dias, com 12 anos de experiência em pavimentação de rodovias, explica que os “camaleões” são decorrentes da carga em excesso em locais de frenagem e possíveis falhas na compactação do solo na última recuperação da via.

Um dos agravantes dessa deterioração é o fato da rodovia PA-150 não possuir balanças para controle do peso no transporte de cargas, uma vez que caminhões trafegam com peso acima do que a via pode suportar. É o caso do transporte de minério, por exemplo, que segue de Marabá para Porto de Vila do Conde e não há balança para avaliar o peso que está sendo transportado por carretas. “Sem balanças na rodovia, de nada adiantará a manutenção da Pa-150 de forma mais efetiva e frequente”.

A reportagem enviou pedido de explicações sobre as más condições da PA-150 à Secretaria de Obras do Governo do Estado, mas eles disseram, por e-mail, que esse serviço compete à Secretaria de Estado de Transporte. Todavia, até o fechamento desta matéria não houve resposta.

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