A Central Internacional para a Compra de Medicamentos contra a AIDS, Malária e Tuberculose (Unitaid, sigla em inglês) publicou na segunda-feira (25), um edital para a contratação de pesquisas visando a eliminação da infecção congênita da doença de Chagas e o desenvolvimento de estratégias e de ferramentas para aperfeiçoar prevenção, diagnóstico e tratamento. A pedido do Ministério da Saúde (MS) é a primeira vez que a central investe em Doença de Chagas.
De acordo com o Ministério da Saúde, 4,5 mil pessoas morrem anualmente da doença no Brasil, após anos de contágio e o desenvolvimento de problemas cardíacos e no sistema digestivo. “No ano passado, ocorreram 380 casos da doença de Chagas Aguda no Brasil, sendo 92% das ocorrências na região Norte do país, principalmente no estado do Pará (290). A incidência da doença aguda foi de 0,18 casos para cada 100 mil habitantes”, descreve nota do MS.
Além da transmissão da mãe infectada para o filho no ventre, é recorrente no Brasil a contaminação pela ingestão de alimentos contaminados (como açaí e cana-de-açúcar) com as fezes ou urina do barbeiro (em algumas regiões chamado de bicudo) que transmitem o protozoário Trypanosoma cruzi. A picada do barbeiro direta na pele causa irritação e provoca coceira que também oportuniza o contágio, isso pode acontecer em áreas rurais (casas de barro e sem saneamento) ou mesmo na floresta.
Somente neste ano de 2019, a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) notificou 126 casos suspeitos de doença de Chagas, sendo 26 já confirmados pelo Instituto Evandro Chagas e uma pessoa morreu. Seis casos ocorreram de forma isolada e outros vinte estão divididos em cinco surtos, de acordo com a Sesma.
A Sesma ressalta que não há transmissão vetorial (pelo inseto barbeiro) de doença de Chagas em Belém. Todos os casos confirmados foram por ingestão de alimentos não higienizados adequadamente.
*Com informações Roma News.
