Luiz Kleber Macambira Mota, de 44 anos, morreu após ser atingido por um tiro na noite de domingo (11), em frente a uma residência na rodovia Fernando Guilhon, no bairro Santarenzinho, em Santarém, no oeste do Pará. Uma mulher de 32 anos, apontada como suspeita de efetuar o disparo, foi detida pela Polícia Militar. A arma, uma espingarda de pressão do tipo Nitro, foi apreendida e apresentada à Polícia Civil.
Segundo informações preliminares, o crime ocorreu após uma discussão em frente ao imóvel da suspeita. Conforme o relato da companheira de Luiz Kleber, a vítima conversava com ela na calçada quando a moradora pediu que o casal e as demais pessoas que estavam no local se retirassem. Em seguida, a mulher teria efetuado o disparo contra o borracheiro, que foi atingido no tórax.
Conforme os relatos, para a Polícia Militar, a suspeita apresentou outra versão sobre o ocorrido. Ela alegou que pediu para o grupo se afastar da residência, mas as pessoas teriam retornado minutos depois e começado a apedrejar o imóvel. Segundo o relato preliminar, a mulher teria reagido à situação. Após ser detida, ela negou ter efetuado o disparo ou participado do homicídio.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para atender à ocorrência. A equipe encontrou Luiz Kleber sem sinais vitais e realizou procedimentos de emergência, incluindo massagem cardíaca, intubação e administração de medicamentos. Apesar das tentativas de reanimação, a morte foi confirmada ainda no local. A perícia identificou uma lesão provocada pelo disparo na região do tórax, próximo ao coração.
Arma apreendida
A espingarda de pressão, apontada como a arma utilizada no crime, foi apreendida pela Polícia Militar e apresentada à Polícia Civil. O equipamento é do tipo Nitro, que utiliza um sistema de gás pressurizado para impulsionar projéteis, como chumbinhos.
Inicialmente, a arma não havia sido localizada durante as buscas realizadas após o homicídio. A apreensão ocorreu depois e deverá contribuir para a apuração das circunstâncias da morte.
Apesar de não utilizar munição convencional de armas de fogo, uma espingarda de pressão pode provocar ferimentos graves, dependendo das características do equipamento, da distância do disparo e da região do corpo atingida.
A suspeita foi conduzida à 16ª Seccional Urbana de Polícia Civil, em Santarém. O caso será investigado para esclarecer a dinâmica do homicídio, verificar as versões apresentadas e determinar as circunstâncias do disparo.
Por: O Liberal
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