O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) antecipou o calendário de pagamentos do Bolsa Família de outubro de 2026. Os depósitos serão concluídos na quarta-feira (21/10), e não mais no dia 31, como previsto inicialmente. A antecipação também vale para novembro e dezembro e foi oficializada por portaria publicada no Diário Oficial da União.
A mudança é justificada pelo governo pelos possíveis impactos climáticos do super El Niño. Com ela, todas as famílias receberão o benefício antes do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25/10). Os valores deste mês já incluem o reajuste de 15% anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 17 de setembro.
Confira o calendário de pagamentos do Bolsa Família

Calendário por final do NIS
- Final 1: 19/10 (outubro), 16/11 (novembro) e 10/12 (dezembro)
- Final 2: 20/10, 17/11 e 11/12
- Final 3: 21/10, 18/11 e 14/12
- Finais 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0: 21/10, 18/11 e 14/12
O cronograma tradicional distribui os pagamentos ao longo dos últimos dez dias úteis de cada mês, conforme o último número do NIS do beneficiário.
Benefício médio sobe para R$ 782,92
Em outubro, o programa atenderá cerca de 19,3 milhões de famílias, com benefício médio de R$ 782,92, acréscimo de R$ 104,74 em relação a setembro. A folha mensal passou de R$ 13 bilhões para R$ 15 bilhões.
O reajuste de 15% é o primeiro dessa natureza no atual mandato de Lula. O piso do benefício subiu de R$ 600 para R$ 691, valor que, segundo o governo, considera a inflação acumulada entre junho de 2023, quando o programa voltou a se chamar Bolsa Família, e agosto de 2026. O Ministério da Fazenda estima custo de R$ 22 bilhões em 2027.
Super El Niño e calamidades
Segundo o MDS, a medida busca reduzir os possíveis efeitos de eventos climáticos sobre famílias vulneráveis. A pasta afirma que a antecipação não é inédita: em maio de 2024, o governo unificou os pagamentos aos beneficiários do Rio Grande do Sul após as enchentes no estado.
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O informe do MDS aponta que os reconhecimentos federais de situação de emergência ou calamidade pública cresceram em 2026: foram 518 em agosto e setembro, mais que o dobro dos 253 do mesmo período de 2025. O avanço foi puxado principalmente por tempestades na Região Sul, com chuvas intensas, granizo, vendavais e inundações.
