O Pará, segundo a Sespa, agora tem 102 casos de Mpox e um em investigação nesta segunda (20/12) (Divulgação / OMS)

Pará registrou a primeira morte por complicações de Mpox – doença anteriormente chamada de monkeypox ou varíola dos macacos. O caso foi divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), na tarde desta quinta-feira (5). A vítima é um homem, maior de 18 anos, que estava internado desde 25 de dezembro de 2022, no Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (NHE), do Hospital Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da 14, no bairro do Umarizal, em Belém.  

A nota técnica da Sesma aponta que o paciente tinha outras doenças e comorbidades que teriam agravado o quadro de Mpox, como HIV e sífilis. “A Mpox é uma doença de letalidade muito baixa, com maior risco de agravamento em pacientes imunodeprimidos e com múltiplas morbidades”, diz o comunicado da Secretaria Municipal de Saúde. O paciente faleceu no dia 3 de janeiro de 2023, porém o resultado confirmatório de Mpox do Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen/PA) foi divulgado somente na última quarta-feira (4).

“Comunicamos à esta comunidade hospitalar a ocorrência de caso de paciente do sexo masculino, adulto, admitido neste hospital no dia 25/12/2022 com dor abdominal, abcesso perianal e edema na região escrotal, além de exuberantes lesões vesiculares em mesmo estágio, sugestivas de Mpox (novo nome da Monkeypox indicado pela OMS), sendo imediatamente admitido em leito de isolamento. Este NHE, ao receber a informação da infectologia, no dia 26/12/2022, iniciou a investigação e notificou imediatamente Cievs/Devs/Sesm, com coleta de amostras no mesmo dia. Na unidade hospitalar, o paciente teve diagnóstico positivo para HIV e sífilis, iniciando Tarv”, afirma um trecho da nota técnica.

Por: O Liberal

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