De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), O Brasil abriga uma população de 5% de pessoas deficientes auditivas e surdas que representa, aproximadamente, 10 milhões de brasileiros.

Com a declaração de pandemia pela Covid-19, decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foram realizados estudos que apontaram a máscara como item indispensável para prevenção individual e coletiva da doença, em virtude de seu grande potencial de minimizar a propagação do vírus causador da infecção.

Neste contexto, o uso de máscaras, embora indispensável, gera dificuldade de comunicação por meio de leitura labial de deficientes auditivos e surdos.
Porém, até o momento, não existem estudos que apontem que máscaras transparentes confeccionadas com policarbonato na região dos lábios, ideal para facilitar a comunicação por meio de leitura labial, proporcionem eficácia na proteção dos profissionais.

Desta forma, o Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR) considerou necessário encontrar formas de manter o uso da máscara comum, sem prejuízo na assistência ao usuário.

O Centro optou pelo uso das máscaras PFF2/N95 pelos seus colaboradores, seguindo a recomendação da OMS para os profissionais de saúde, e realizou acompanhamentos e orientações com os usuários, para que o atendimento tivesse o mínimo possível de impacto.

“A criação de uma plataforma de suporte com vídeos de orientações e atividades possibilitou que os usuários que se comunicam por meio de leitura labial continuassem ativos e assistidos dentro desse período de pandemia, de maneira remota”, informou o responsável técnico pelo serviço de Fonoaudiologia do CIIR, o fonoaudiólogo Nelson Furtado.

Além do trabalho realizado pela equipe de fonoaudiólogos, os profissionais intérpretes de Libra do CIIR auxiliam nos atendimentos e/ou vídeos anexados nas plataformas: “Usamos de estratégias e técnicas de tradução e interpretação para dar acessibilidade necessária aos usuários, como por exemplo, o uso de escrita da língua portuguesa dentro da estrutura da Libras, garantindo, assim, o atendimento de maneira eficaz.

Dessa forma, contribuímos com a minimização do impacto na comunicação, proveniente do uso de máscaras”, destaca o tradutor e intérprete de Libras do CIIR, Rogério Moreira.

Outra medida implementada para facilitar a comunicação na hora do atendimento aos usuários com deficiência auditiva e surdos são as aulas de Libras. “O CIIR oferece, por meio do Núcleo de Educação Permanente, aulas de Libras aos colaboradores. No mês de julho, por exemplo, tivemos 53h20m de aulas. Isto é uma ferramenta fundamental no processo de inclusão dos usuários e colaboradores surdos ou deficientes auditivos”, destaca Naiandra Matos, também tradutora e intérprete do CIIR.

O usuário Josiel de Souza Gonçalves, 39 anos, esteve pela primeira vez no CIIR e já elogia o atendimento como um todo, principalmente para o usuário surdo, já que o centro conta com intérpretes para facilitar a comunicação.

“A acessibilidade com o trabalho do intérprete na realização do meu acompanhamento é extremamente importante e
necessária para nós usuários, pois com o uso obrigatório de máscaras durante o atendimento, não há como fazer a comunicação por leitura labial.

Estou muito satisfeito com as estratégias que os profissionais do CIIR implementaram para que possamos continuar sendo atendidos de forma eficiente, diminuindo as dificuldades na nossa comunicação”, destaca o usuário.

Atendimento – Os usuários podem ter acesso aos serviços por meio de encaminhamento das Unidades de Saúde, acolhido pela Central de Regulação de cada município, que por sua vez encaminhará à regulação Estadual, onde o pedido será analisado conforme perfil do usuário, através do Sistema de Regulação.
Serviço: O CIIR funciona na Rodovia Arthur Bernardes, 1.000. Mais informações: 4042-2157/58/59.

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