Robson da Silva Santos, de 33 anos, precisou ser levado ao Hospital Municipal de Marabá (HMM) antes de ser apresentado na 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil, na madrugada desta segunda-feira (10). Ele foi agredido por pessoas que auxiliaram uma vítima de assalto na Folha 21, Nova Marabá, em Marabá, na noite de domingo (9).

A vítima trabalha em uma pizzaria e estava no horário de descanso quando sentou no meio fio, do outro lado da rua onde é empregado. Lá, permaneceu com o celular em mãos. Em determinado momento, relata, Robson parou de motocicleta e perguntou que horas eram.

“Falei a hora, ele sacou o simulacro de arma e anunciou o assalto, pedindo o celular. Eu prontamente dei o celular e quando ele subiu na moto eu pulei em cima. Eu achava que era de verdade a arma, por isso esperei subir na moto pra pular nele. E ele caiu no chão e a população chegou agredindo ele”, conta o homem assaltado.

Enquanto Robson era imobilizado, acrescenta, uma viatura da Polícia Militar passava pelo local, prendendo o acusado. A vítima afirma que havia pagado apenas uma parcela do aparelho celular, com valor total e R$ 2100. “Foi impulso, esperei ele subir (na moto) porque sabia que ele não teria movimento para sacar a arma”, conclui.

Segundo o delegado Vinícius Cardoso das Neves, diretor da Seccional Urbana, a arma utilizada pelo acusado foi identificada como um simulacro, ou seja, um objeto que imita uma arma de fogo real, mas é inofensivo. “Os populares investiram contra ele e conseguiram capturá-lo. Ele sofreu agressões e o início de um linchamento, mas foi socorrido pelos próprios policiais militares que o encaminharam ao hospital. Após o atendimento médico, ele foi autuado em flagrante por tentativa de roubo”, explica.

A motocicleta na qual Robson estava, uma Honda Pop, não possuía registro de roubo ou furto e foi apreendida por ter sido utilizada em crime. Ele foi procurado pelo Jornal Correio, mas preferiu não comentar as acusações. Na delegacia, chorava arrependido por ter sido preso.

Já em depoimento à Polícia Civil, informou ser casado e ter quatro filhos. Declarou nunca ter sido preso anteriormente e ter sido a primeira vez que roubou algo. Robson disse trabalhar como auxiliar de serviços gerais, mas estar sem emprego fixo.

Acrescentou ter conseguido um simulacro de arma e resolvido cometer assaltos pois precisava de dinheiro. Robson diz que saiu nas ruas procurando vítimas e na Folha 16 avistou a vítima com o celular nas mãos, então apontou a arma e anunciou o assalto. Após o procedimento na delegacia, ele foi transferido para o Centro de Triagem Masculino de Marabá (CTMM).

SAIBA MAIS
Outro homem, vítima de um crime registrado pouco mais cedo na Folha 33, procurou a delegacia para tentar reconhecer o acusado. Conforme esta pessoa, ela e uma mulher que caminhava próximo foram assaltados mais cedo e tiveram os celulares roubados. Não ficou comprovado se Robson foi o autor também destes roubos.

Por Correio o Portal de Carajás

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