Um levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que o açaí consumido pelo paraense teve alta de 20% nos cinco primeiros meses do ano (janeiro a maio), superando a inflação do período que foi de 0,06%.

O Dieese fez o levantamento com base na trajetória de preços do produto – já preparado e comercializado em litro – durante pesquisas semanais realizadas em feiras livres, supermercados e outros pontos de vendas espalhados pela cidade.

Segundo a pesquisa, nos primeiros cinco meses deste ano o litro do açaí do tipo médio, que é o mais consumido pelo paraense, foi comercializado em média a R$ 17,01 em janeiro; passou para R$ 18,22 em fevereiro; chegou a R$ 18,38 em março e abril; chegando a R$ 18,46 no mês passado. Para se ter uma ideia, no final de 2019, o preço médio do litro comercializado na capital era de R$ 14,92.  

Com isso, apesar de o litro do açaí do tipo médio ter apresentado uma pequena alta no mês passado, de 0,41% em relação ao mês anterior, no balanço dos primeiros cinco meses deste ano, a alta acumulada no preço do produto foi bem superior à inflação, alcançando 23,70%.

Ainda segundo a pesquisa, o preço do litro do açaí pode sofrer variações em função dos vários pontos de vendas. Na última semana do mês de maio, por exemplo, o Dieese encontrou o produto custando entre R$ 10 e R$ 20 nas feiras livres, e entre R$ 18 e R$ 19,50 nos supermercados.  

Tipo grosso
De acordo com o Dieese, o açaí do tipo grosso também está mais caro na Grande Belém. Enquanto em dezembro o preço médio do litro foi comercializado a R$ 23,86; no início de 2020 o produto chegou a R$ 25,32; passando a R$ 26,67, em fevereiro, R$ 28,56 em março; e R$ 28,60 em abril. No mês passado o açaí do tipo grosso foi comercializado em média a R$ 28,89 na capital paraense. Com isso, a alta acumulada foi de 21,08% nos cinco primeiros meses do ano.

Por Roma News

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