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Sua postura condiz com o país que deseja? Por Mizael Carvalho

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A ética é indispensável no convívio em sociedade. Posturas condizentes com os discursos corroboram para o bem-estar individual e coletivo, para práticas sociáveis exemplares e o desenvolvimento de uma nação.

Quem vê o Japão hoje, nem consegue imaginar que chegou a ser considerado um povo atrasado e inferior aos outros. A Segunda Guerra deixou o país destruído e sem rumo, sem contar os sucessivos episódios de desastres naturais que acomete a região de tempos em tempos, como terremotos e tsunamis. Mesmo assim, conseguiu superar todas as dificuldades e com muita obstinação, investiu em tecnologia e indústria automotiva, obtendo posição privilegiada entre as maiores potências do mundo.

Princípios e valores éticos estão profundamente enraizados na cultura japonesa. Os nipônicos, no geral, sentem muita vergonha diante de atos indecorosos, tendo a preocupação de manter uma boa conduta e não violar regras sociais; Pedir desculpas publicamente é uma obrigação moral, raramente visto em outros países; Disciplina, respeito ao próximo e obstinação para alcançar seus objetivos são apenas algumas das muitas qualidades desse povo.

Além disso, tais constatações provêm das características culturais que contribuíram para o sucesso do Japão: Formar cidadãos independentes – são treinados desde a mais tenra idade para serem independentes e responsáveis com seus objetos pessoais; Patriotismo – orgulho da terra onde nasceu ou um ato heroico que uma pessoa pode fazer em prol do seu país; Trabalhar com afinco – dedicar-se sempre perseverante ao trabalho; Valores éticos e morais – conjunto de princípios orientadores para o progresso de todos; Dentre outras qualidades.

Dessa maneira, percebe-se o quão contribuinte é adotar uma postura discursiva condizente com a prática vivente nas mais diversas esferas sociais, culturais e políticas de uma nação. Vislumbrar por mudanças estruturais coletivas de um país requer, primeiramente, um costume individual exequível às imposições do sistema regente. Entretanto, parece notório que, no Brasil em especial, a prática da incoerência e inversão de valores direciona para ações contrárias as supracitadas e exemplificadas no modelo japonês. Se o desenvolvimento de uma nação atrela-se aos bons modos, pensamentos e atitudes de seu povo, “o brasileiro” – ou parte deles – está há mil léguas de superar amarras opressivas historicamente construídas.

Sendo assim, enquanto o discurso divergir às posturas que direcionam para uma coletividade plena e satisfatória, que valorize atitudes práticas de boa convivência em prol do desenvolvimento sistêmico da nação inclusa, o país permanecerá atrasado cultural, social e politicamente, tanto em aspectos micros quanto macroestruturais por consequências atitudinais de cada um de seus componentes; o todo estará ameaçado conforme constatada a omissão individualista das partes.

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