A hora é agora! Por Mizael Carvalho

O povo brasileiro vivencia um momento de grande instabilidade e que possibilitam reflexão acerca do cenário caótico e impuro decorrente das relações de poder do estado democrático de direito, que trazem à tona consequências dos anos de corrupção impeditivos do crescimento nacional. O caminho para a mudança apresenta-se rotineiramente a cada cidadão, porém, é somente por meio da união de pensamentos, intenções e companheirismo entre as classes que o coletivo prevalecerá diante dos privilégios de um sistema democrático opressor e sem compromisso com a nação.

É notório que o Brasil vem passando por profundos problemas que colocam cada cidadão numa situação de meditação iminente no que tange ao cerceamento de seus direitos por parte do Estado. As muitas manifestações de diferentes categorias, país a fora, demonstram o quanto os brasileiros já não aceitam mais que apenas um grupo – os almofadinhas – usufrua da riqueza nacional, proporcionada pelo suor da classe trabalhadora, que paga altos impostos e não veem o retorno na forma de políticas públicas efetivas.

Em quase todos os estados, por exemplo, acontecem greves de professores, que lutam por melhorias na qualidade e valorização da educação. Os trabalhadores da saúde também, vez ou outra, saem às ruas para reivindicar melhores condições no atendimento e suporte àqueles que utilizam o SUS. A recente manifestação nesse sentido é a greve dos caminhoneiros – que abastecem as cidades com alimentação, medicamentos e utilidades variadas -, paralisando as atividades por ocasião do aumento abusivo do combustível nos postos do país, mais uma vez.

Nesse cenário, as possibilidades de reflexão mostram-se favoráveis e condizentes com o anseio por mudanças e pela construção de um Brasil sem amarras, digno, justo. Entretanto, a racionalidade comunal (com uma pitada de atitude) é mais do que nunca suscitada, haja vista que as transformações só acontecem quando as intenções convergem para um mesmo objetivo. Além do mais, o caráter cooperativo entre as classes subalternas, inferiorizadas, massacradas e esquecidas pelo poder estatal conduzirá ao fortalecimento da unidade e o possível enfraquecimento dos poucos abastados da elite opressora, que corrompe para os seus e esquece os que lhe colocaram no poder – condição, esta, temporária e fragilizada, caso todos soubessem imprimir a cobrança devida.

Os condicionantes apresentados, destarte, corroboram para dinâmicas de pensamentos e intencionalidades coletivas exequíveis ao fortalecer dos movimentos classistas que culminem com o fim dos privilégios de um grupo, historicamente construído, que cerceiam direitos. Em ano de eleições nacionais, os brasileiros têm a melhor arma para demonstrar a insatisfação vivenciada nos últimos anos, sobretudo por conta dos muitos fatos comprovados de mau uso do dinheiro público por políticos componentes de um sistema político/parlamentar desacreditado e sem crédito. O estancamento da corrupção estatal está na mão de cada um, do coletivo, da unidade, de todos. A hora é agora!

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