Discursos enaltecendo os professores como a profissão que forma todas as outras e, que sem educação não chegaremos a lugar algum, permeiam entre muitos. Mas, são poucos os que realmente reproduzem na forma de postura o que dizem, deixando de serem meros falastrões que promovem falácias e falatórios.

É fato que a educação deve ser prioridade numa nação que visa a dignidade do seu povo, promovendo oportunidades para que saiam da condição de ignorância intelectual para alcançar patamares de cidadãos esclarecidos, críticos diante das ações adversas no convívio em sociedade. E, não há como conjecturar prioridades na educação sem pensar nos responsáveis pela condução dos envolvidos no processo de aprendizagem, sem os quais o conhecimento dificilmente tornar-se-á saber: professores e professoras.

Nenhuma função necessita tanto de valorização, apoio e respeito quanto os profissionais docentes, considerando o papel que desempenham na construção social, econômica e cultural de um país. Modelar um aluno parece tarefa simples; Conduzir um estudante aos métodos científicos não parece ser um fardo; Ensinar um aprendiz e fazer entendedores apresenta-se confortável e possível. De fato, sim! Mas, o (a) professor (a) precisa modelar-se, conduzir-se e ensinar-se primeiramente, antes que use de seus saberes em colaboração aos futuros cidadãos. Entretanto, o estado emocional, psíquico e estrutural necessita estar em harmonia com as exigências funcionais, ou então, o fracasso será a consequência mais dolorosa que um país pode suportar.

Subir em palanques, faixadas, palcos, tribunas e outros lugares com conglomerados de pessoas e enaltecer a educação de qualidade e valorização dos (as) professores (as) tornou-se corriqueiro nos últimos anos aqui no Brasil, mas que ainda está distante da prática de muitos dos que o fazem, como se simplesmente só o fato de falar já seria dado os créditos devido, reconhecendo-os como merecem. No entanto, o que se constata são posturas intransigentes e massacrantes com o seguimento mais importante de uma sociedade, bem como, com seus exímios componentes. Onde deveriam valorizar, desvalorizam. Onde poderiam investir, desmontam. Onde deveriam aumentar e garantir direitos, retiram. Onde deveriam incentivar, punem. Com o discurso na “ponta da língua”, mas o bastão inquisidor nas mãos.

Enquanto persistir o enaltecimento discursivo e, em contrapartida, posturas inquisidoras, a educação – pelas vozes e atitudes de seus mestres – permanecerá nas ruas de todo o país, cobrando, reivindicando, denunciando, desconstruindo e desmascarando discursos promíscuos de elevação condicional de professores e professoras a patamares não condizentes com a realidade vivenciada no meio educacional. Parece mais sábio permanecer no silêncio do que defender falácias, sendo um falastrão. Discurso que não condiz com a postura e práticas sociáveis são apenas falatórios.

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