Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Na madrugada desta terça-feira, 26, uma multidão se formou próximo a uma funerária da cidade de Goiatuba, em Goiás, aguardando a ressurreição do corpo do pastor Huber Carlos Rodrigues, que escreveu que ressuscitaria três dias após sua morte.

Até o início da madrugada, centenas de pessoas marcaram presença na porta da funerária da cidade, enfrentando o frio e a chuva para acompanhar o caso. O enterro só foi realizado após a esposa do religioso se convencer de que ele não ressuscitaria mais. Enquanto esperavam pela ressurreição, até uma live chegou a ser feita no Facebook, que atraiu 11 mil expectadores.

Entenda o caso

O pastor, que morreu por complicações cardiorrespiratórias na última sexta-feira, 22, havia escrito uma carta em 2008 onde afirmou que teve “divinas revelações do Espírito Santo e que passaria por um ‘mistério de Deus' onde ressuscitaria às 23h30, três dias após sua morte”. Como o pastor morreu em uma sexta-feira, o prazo terminou na noite da última segunda-feira, 25.

Na carta, ele afirma que “Minha integridade física tem que ser totalmente preservada, pois ficarei por três dias morto, sendo que no 3ª dia, eu ressuscitarei. Meu corpo durante os três dias não terá mau cheiro e nem se decomporá, pois o próprio Deus terá preparado minha carne e meu cérebro para passar por essa experiência”, escreveu.

Além disso, a carta que foi transformada em uma declaração foi assinada por duas testemunhas na época. Desta forma, após a morte, o corpo do pastor ficou em um local refrigerado na funerária. A pedido da família, foi aguardado o prazo de três dias.

No entanto, como o pastor não ressuscitou, o enterro foi realizado à 0h30 a pedido da esposa, com quem teve uma união de 26 anos.

Em nota, a Prefeitura de Goiatuba informou que a Vigilância Sanitária chegou a notificar a funerária para realizar o sepultamento imediato do corpo, observando uma resolução que dispõe sobre o Controle e Fiscalização Sanitária do Translado de Restos Mortais Humanos, mas que pretende continuar investigando o caso.

Por: Metrópoles

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