Em uma situação de assalto, a vítima, fundamentalmente, não deve reagir, e, no caso de agentes de Segurança Pública, por ser tratar de alguém visado (vítima qualificada), seja à paisana ou fardado, o procedimento básico é nunca perder a atenção e, em caso de reação, aguardar pelo momento certo. Quem repassa era orientação é o delegado Daniel Castro, 48 anos, 28 de carreira policial, diretor de Polícia Metropolitana da Polícia Civil do Pará. Ainda na terça-feira (1º), no bairo do Umarizal, em Belém, o policial militar Thiago Moura Cruz, 27 anos, foi morto a tiros ao reagir a uma tentativa de assalto na travessa João Balbi.

A orientação básica é que as pessoas em geral não esbocem alguma reação em situação desse tipo. “No caso de um asssalto a um carro em um sinal de trânsito, deve-ter atenção com os movimentos que se vai fazer. Deve-se dizer ao assaltante que se vai liberar o cinto de segurança para atender ao que ele pede, a fim de que o ladrão não pense que se trate de um gesto de reação da vítima. Em geral, os assaltantes estão mais nevorsos que a vítima e ainda sob efeito de entorpecente; a arma está engatilhada e o dedo no gatilho, e então pode ocorrer de um disparo indesejado até para o próprio assaltante”, observa o delegado.

Os criminosos buscam sempre por vítimas desatentas, contando com o fator surpresa para atingi-las. Pessoas que costumam estar ao telefone celular, em ligações ou digitando, em espaços públicos são alvos em potencial, porque poderão ser surpreendidas a qualquer instante.

Nos roubos de veículos, a Polícia tem verificado que muitos cidadãos e cidadãs acionam o alarme do carro a distância, o que provoca um sinal e um piscar das luzes e funciona como uma “dica” para criminosos na área em questão. O procedimento recomendado é acionar o alarme somente quando se estiver bem próximo do carro. Esse procedimento previne, inclusive, o cidadão do roubo a partir do uso do”chapolim”, um aparelho inibir de acionamento do alarme, pelos assaltantes. A pessoa pensa que travou o carro, mas o aparelho mantém as portas abertas. Então, deve-se acionar o alarme e checar as portas antes de sair de perto do carro.

Militares

No caso de policiais, servidores da Segurança Pública em geral, segundo o delegado Daniel, o instinto policial é a reação, porque a pessoa atua nessa área e lida com arma. Entretanto, é preciso tomar muito cuidado com a proteção do armamento, objeto visado pelos criminosos; treinar muito o saque velado e esperar pelo momento certo para uma reação em uma situação de crime. A atenção do policial em via pública e ambientes deve ser redobrada, por ser um agente contra o crime e alguém visado pelos criminosos. 

Por O Liberal

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