O distanciamento social provocado pela pandemia da Covid-19, e recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para frear a contaminação do novo coronavírus, mudou os hábitos sociais do mundo inteiro. Mas um hábito cultural vem se fortalecendo na hora de descansar do bombardeio do número de mortos e contaminados da pandemia: um bom sono na rede.     

Além de relaxar, ainda faz bem para a saúde. Segundo residentes de medicina da Universidade Estadual do Pará o hábito, muito comum no Brasil, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, colabora para a saúde da coluna.

Na Região Norte, é muito comum nas viagens de barcos, navios e balsas, os passageiros pendurarem suas redes e viajarem apreciando a paisagem e a brisa que sopra dos rios e florestas.

Mas tem um inconveniente: o barulho que causa no ato de se embalar. Aquele reque, reque provocado pelo encontro das redes com as escápulas e madeira deixa qualquer um irritado.

Se a rede estiver amarrada em algum tipo de madeira, basta molhar a corda com água para o barulho desaparecer. Nas escápulas um pouco de óleo resolve.

A origem da rede de dormir é creditada aos povos indígenas das américas, mas isso ainda divide pesquisadores.

O certo é que por estar tão presente na identidade brasileira, já foi até tema de exposição. Um exemplo foi a exposição Vaivém, que reuniu os trabalhos de 141 artistas sobre o tema no CCBB de São Paulo, ano passado. Também ganhou os editorais de arquitetura nas principais revistas de moda do Brasil.

O acessório é sinônimo de relaxamento, seja nas grandes cidades ou em casas de praia. Estendidas na varanda ou mesmo em quartos pequenos dos apartamentos modernos, se criar um refúgio para o caos urbano.

“Mesmo dentro de casa, as redes combinam com espaços bem iluminados. Se possível, coloque o acessório próximo à janela. Boa oportunidade de pegar um solzinho e ler um livro com boa iluminação natural”, recomendam os arquitetos de interiores.

Por Rede Pará

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