A automedicação, ato de ingerir remédios por conta própria, sem orientação médica é vista como uma solução para um alívio imediato, mas, conforme relatório feito em 2019, por entidades ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU), a prática pode matar até 10 milhões de pessoas por ano até 2050, em todo o mundo.
Segundo a farmacêutica do Hospital Geral de Ipixuna do Pará (HGI), Miriam Brabo, são vários os riscos ocasionados pela automedicação, como intoxicações, reações alergicas, dependência ao medicamento, variação do efeito da eficácia terapêutica, agravamento de doenças e até morte.

“Além de todas essas consequências, a automedicação causa doenças gastrointestinais, hepáticas, dentre outras. Por isso, o uso do medicamento é uma prática que tem que ser com responsabilidade, já que o hábito da automedicação aumenta o risco das interações medicamentosas, as quais podem reduzir o efeito terapêutico ou aumentar a toxicidade do medicamento, podendo provocar o mascaramento de sintomas da doença ocasionando danos à saúde”, alerta a farmacêutica.
De acordo com Miriam, as pessoas só devem fazer uso de medicamentos, mediante prescrição médica ou de outros profissionais habilitados que podem prescrever a medicação correta.
“Com a ajuda do farmacêutico você pode saber mais sobre o medicamento como: posologia, os princípios ativos e os efeitos colaterais das substâncias. Não aceite sugestões de amigos, vizinhos ou de familiares, pois o uso excessivo e incorreto dos medicamentos resulta em riscos para a saúde, além de desperdício de recursos financeiros. A automedicação é um perigo para a saúde humana e animal e a simples atitude de não praticar e não indicar a automedicação pode salvar vidas”, orienta Miriam.

Saiba Mais
Em pesquisa recente realizada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) reforça a preocupação com o tema e constata que a automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros que fizeram uso de medicamentos nos últimos seis meses.
Nas regiões Norte e Centro-Oeste, este índice é de 80% e no Nordeste, de 79%. No Sudeste e no Sul, os índices são de 77% e 71%, respectivamente. Também foi identificado pela pesquisa do CFF, que entre os medicamentos mais utilizados pelos brasileiros estão os analgésicos e antitérmicos (50%), antibióticos (42%) e relaxantes musculares (24%).
Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) entre 40% e 60% das doenças infecciosas já são resistentes a medicamentos.
Atualmente, conforme o levantamento do OCDE, pelo menos 700 mil pessoas morrem todos os anos devido a doenças resistentes a medicamentos, incluindo 230 mil por tuberculose multirresistente.
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Serviço – O Hospital Geral de Ipixuna do Pará (HGI), é um órgão do Governo do Estado, que presta assistência de baixa e média complexidade aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), fica localizado na Rua Principal, s/n, bairro Centro, em Ipixuna do Pará.
Com informações de Vera Rojas
