A ivermectina, usada no tratamento contra parasitas em seres humanos e animais, é tida como a nova medicação que irá curar a infecção pelo coronavírus. No entanto, especialistas reforçam que não há estudo conclusivo que comprove a eficácia do remédio.
O Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sincofarma) confirma que houve um aumento das prescrições, após um estudo científico australiano informar que o remédio conseguiu parar a replicação do vírus em laboratório. Foi o bastante para que muitos corressem até a farmácia para obter a medicação.
Professora associada do Departamento de Microbiologia da UFMG, Giliane de Souza Trindade, afirma que é necessário que as pessoas saibam a diferença de um teste feito em laboratório para outro aplicado em seres vivos. “As pessoas ignoram isso, ficam procurando uma fórmula mágica. É a mesma coisa da cloroquina (que também não tem eficácia comprovada).”
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia soltado uma nota, no dia 10, informando que os estudos relacionando a ivermectina ao tratamento da covid-19 não estavam concluídos.
O texto também afirma que o uso do medicamento para indicações não previstas na bula é de escolha e responsabilidade do médico e que não existem remédios aprovados para prevenção ou tratamento da doença no Brasil.
Por Roma News
