Foto: Arquivo O Liberal

Entre 1º de janeiro e 30 de abril deste ano, a região norte do Brasil contabilizou 47 casos confirmados de mpox, doença anteriormente conhecida como varíola dos macacos. O Amazonas lidera o número de infecções, com 63 notificações e 33 casos confirmados. No Pará, foram registradas 19 notificações, sendo 14 casos confirmados somente na capital, Belém, além de um óbito relacionado à doença. Os outros cinco estados não obtiveram registros.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), dos 63 casos notificados, 29 foram descartados e nenhum óbito foi registrado até o momento. Em nota, o órgão reforçou a importância de buscar atendimento médico em caso de sintomas como febre, lesões na pele ou cansaço extremo, além de manter o isolamento quando necessário.

No Pará, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SESPA), além dos 14 casos em Belém, foram confirmadas infecções nos municípios de Ananindeua e Marituba, além de um caso importado de outro estado. Apesar da confirmação de um óbito, a SESPA nega a existência de um surto e destaca o fortalecimento de medidas preventivas.

As principais orientações para reduzir o risco de infecção, segundo os órgãos de saúde, incluem:

  • Evitar contato direto com lesões de pele, crostas ou fluidos corporais de pessoas infectadas;
  • Lavar as mãos com frequência ou usar álcool em gel;
  • Praticar sexo seguro e observar sinais suspeitos no(a) parceiro(a);
  • Manter a etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar;
  • Utilizar máscaras em locais fechados e mal ventilados;
  • Manter rigorosa higiene pessoal e de objetos de uso individual.

É fundamental que os profissionais dos municípios estejam atentos aos fluxos de notificação e diagnóstico, que seguem diretrizes do Ministério da Saúde”, afirmou a secretaria em nota.
Nova cepa identificada no Brasil
Em março, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso no Brasil da cepa 1b da mpox. A paciente, uma mulher de 29 anos da região metropolitana de São Paulo, teve contato com um familiar que havia retornado da República Democrática do Congo, país que enfrenta surto da doença. O caso foi confirmado por meio de sequenciamento genético, que identificou similaridade com genomas detectados em outros países. A paciente permanece sob monitoramento, e, até o momento, não há registro de casos secundários. A Organização Mundial da Saúde (OMS) foi notificada, e a rede de vigilância epidemiológica segue reforçada.
Sobre a doença
A mpox é causada pelo vírus Monkeypox e pode ser transmitida entre pessoas por meio de contato com lesões, fluidos corporais ou objetos contaminados. Em áreas de floresta, o vírus também pode ser transmitido de animais selvagens para humanos.

Os sintomas variam de leves a graves, e incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, fadiga, gânglios inchados e, principalmente, erupções cutâneas que lembram bolhas ou feridas. Essas lesões podem surgir no rosto, mãos, pés, genitais ou região anal, durando de duas a quatro semanas.

Por: O Liberal

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